Ecos do abismo
Um pesar inconcebível Finca o marulho em meu peito. Soam o corpo estilhaçado E sua forma neste leito. Naufragando no abismo, Enquanto a alma se resvala, Remoendo um velho sismo Num eco que me avassala. A memória, em brilho inclemente, Que teima em jamais se extinguir, Reluz-se num silêncio insondável. Persegue a razão, vagamente, Esvaindo-se ao me sucumbir, Cravando o meu vazio imutável.
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