Inventário das Ilusões
Revirei cidades, rostos e promessas como quem procura uma joia perdida entre os escombros. Colecionei horizontes, acreditando que a próxima curva da estrada guardava aquilo que me faltava. Mas cada chegada era apenas outra despedida disfarçada. Então comecei a fazer um inventário das minhas ilusões. Cataloguei os sonhos que não sobreviveram ao amanhecer, as palavras que o tempo enferrujou, os amores que partiram levando consigo pedaços de estações inteiras. No fim das contas, encontrei apenas um homem diante do espelho. Cansado, mas de pé. Ferido, mas inteiro. E percebi que a felicidade nunca esteve no destino. Era apenas a luz breve que, por instantes, iluminava o caminho entre uma perda e outra. Escrito por, Weldeilton Policarpo de Deus (Meu Diário)
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