Ninfa^ @PoemeseNinfa

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Ainda continuo escrevendo cartas Escrevendo para o nada Ou para esconder meu delírio Querendo enganar a mim somente... Ainda espero cartas do nada ou do vento Espero como a quem teima em insistir A acreditar no dizer se importar Ainda insisto em amar o vento ... A cada dia de espera é uma célula que morre É uma parte de mim que apodrece Cada instante que me mantenho é tortura É mais uma chance de morte... A cada indiferença vivida estrangula a alma É a forma silenciosa que mata Já sabendo como me destruir A cada tentativa de ficar é outro suicídio Outro corte que aparece na pele E outra de mim que morre É outra que se despede do corpo... Hoje sem ninguém saber tentei me matar Mas as letras não me deixaram Até quando escrevia chorava As letras forçam minha permanência Meus dedos já doem ao me escrever Em um poema sem rimas Em linhas que nem você conseguiu entender ...

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