...
Hoje eu acabo com todo
@PoemeseNinfa · desde 2025
Quando me calo , as sombras da minha alma se apoderam do silêncio...
54 poemas 93 seguidores 69 seguindo
Hoje eu acabo com todo
Eu queria muito fugir... Ir pra muito longe , onde eu não conheço ninguém, onde eu não tenha obrigação nenhuma... Sabe pq eu não vou ? Pq mesmo que eu for , eu não vou conseguir fugir de mim. Eu vou sempre estar lá, só que eu já não sou mais eu ...essa não sou eu ! Só que eu não sei para onde eu fui , mas eu não estou aqui, eu estou em outro lugar , eu tô presa no futuro, mas eu não estou aqui, eu não consigo estar aqui... Não importa o que eu faça, não importa onde eu vá, mas eu não consigo estar! Porque eu estou sendo tomada por qualquer outra coisa, e eu só queria fugir disso! Fugir dessa sensação, fugir do medo , da ansiedade, eu não consigo...e me sinto tão patética! Eu tô com tanta saudade de mim...
Continuar lendoAcho que nunca me senti tão ridícula como hoje... E isso me dá uma raiva enorme, que eu começo a me mutilar, como se a dor ficasse mais leve quando se escorre pelos poros ... Sempre lugares estratégicos , traço um mapa onde dói ...
Hoje me despeço das linhas, o único fio que me mantinha viva era você ... Eu só queria sentir que não estava sozinha, mesmo estando sozinha... Confesso que agora nada faz sentido Sem nenhuma despedida, nenhuma palavra Me afogo perdida , agora sem vida
Sempre quando dói eu escrevo, e hoje tá doendo de um jeito que eu não sei dizer em linhas . Repetidamente me vem a vontade de desistir e escrever minha última página, porque está difícil continuar escrevendo...vivendo...sentindo. Sinto que vou descansar quando deixar de me escrever , e é o que eu quero. Eu não quero lágrimas, mas também não quero ser egoísta ao ponto de pedir ... Em silêncio e aos poucos , todos os dias deixo um pedaço de mim, e digo em silêncio que já vou indo . Não sei pra onde , mas aos poucos de todos vou me despedindo...
Continuar lendoE me perguntaram , porque a falta de confiança... É porque ninguém NUNCA esteve do meu lado na vida
Por mais que eu queira muito, eu não vou conseguir te abraçar, e não vou conseguir entregar teu presente de aniversário. Estou tão cansada , que tá sendo difícil respirar, tá sendo difícil continuar e minha mente me aperta de uma forma que eu não sei explicar. Eu não suporto continuar
Não consigo escrever meus pensamentos, digita-los não me expressaria, muito menos escrevê-los . Nada soaria leve , pois ha ondas revoltas em torno de cada pensamento , talvez se afogaria ao lê-los. Mas desejaria que pudessem ouvi-los , não ao ponto de sentir-lhe quebrar os ossos , faltar-lhe o fôlego, mas ao ponto de sentir-me. Queria saber como dize-las , na delicadeza como consigo dominar os meus dedos quando escrevo , mas se tentar falar, meus lábios traduziriam um choro ininterrupto , sem fim , engolindo cada palavras para dentro novamente, encharcadas , aprisionadas por não dize-las . Então, o que não é dito e escrito aqui, o meu corpo sempre diz ...em um silêncio ensurdecedor. Clama de dentro para fora por ajuda, ao ponto de fazer- me sentir dor , sofrer na pele. E na medida que muitos se afastam , por não conseguir dize-las, aumentando as muralhas, me sinto mais abandonada , desprotegida ao não ser compreendida , ao julgar-me , sem saber porquê de tantos tijolos. Então minha mente que não me obedece, e deduz que tenho que por um fim , que seja rápido , pois sou portadora de dores que virarão flores , em um jardim em que foi abandonado. Não direi em detalhes, cada ato feito e premeditado, na tentativa de silenciar-me , mas irão lembrar das flores , das cartas e dos poemas silenciosos feitos por mim, nas tentativas melindrosas e pedidos de socorro nas entrelinhas. Com carinho, para meus leitores que de certa forma conseguiram me ver .
Continuar lendoAinda continuo escrevendo cartas Escrevendo para o nada Ou para esconder meu delírio Querendo enganar a mim somente... Ainda espero cartas do nada ou do vento Espero como a quem teima em insistir A acreditar no dizer se importar Ainda insisto em amar o vento ... A cada dia de espera é uma célula que morre É uma parte de mim que apodrece Cada instante que me mantenho é tortura É mais uma chance de morte... A cada indiferença vivida estrangula a alma É a forma silenciosa que mata Já sabendo como me destruir A cada tentativa de ficar é outro suicídio Outro corte que aparece na pele E outra de mim que morre É outra que se despede do corpo... Hoje sem ninguém saber tentei me matar Mas as letras não me deixaram Até quando escrevia chorava As letras forçam minha permanência Meus dedos já doem ao me escrever Em um poema sem rimas Em linhas que nem você conseguiu entender ...
Continuar lendoNa sala ao lado , ouço gritos de horrores E eu aqui na sala de espera , eu e meus sonhos de primavera... só esperando a morte