Madrugada no centro
A cidade é um monstro que dorme de boca aberta O centro agora é só o esqueleto de um dia que passou As luzes não piscam elas sangram devagar E o silêncio é tão grande que dá para ouvir o barulho do tempo caindo nos paralelepípedos Só o lixo e o último táxi sabem o que acontece nas esquinas O frio da hora neutra veste camisa de força É a hora em que a pressa se ajoelha e a verdade se levanta
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