O Vinho Envelhecido
No silêncio de uma adega escura, Dentro de uma garrafa empoeirada, Adormece o vinho envelhecido, Testemunha de vidas passadas. Sábio ancião que guarda as memórias E lembranças de uvas eruditais, Sussurras canções de tempos idos, Cantadas em vinhedos ancestrais. Âmbar que se aprimora com os anos, Trazes consigo o perfume das estações. Em tuas rolhas e rótulos já desgastos Estão contidos os suspiros de gerações. Bem-aventurado! Senhor da sapiência E dos sabores dos tempos já esquecidos! Ergamos as taças, brindemos solenes, Bebamos, pois, do vinho envelhecido!
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