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Raquel Soares

@Pandinha123 · desde 2019

Sou feita de arte, sonhos e poesia Tenho pássaros no coração e fome de viver...

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Amor

MEU PRIMEIRO AMOR

O amor é para os corações corajosos Foi o que me disseram uma vez Não tinha entendido naquela época Até eu amar pela primeira vez. E como todo primeiro amor O meu foi febril, avassalador e tão intenso quanto eu. (Borboletas nasceram no meu estômago) Nesse período, ainda não escrevia poesia Ela ainda não tinha despertado  Nem aflorado meus sentidos. Não te escrevi poemas, nem cartas de amor Mas hoje te dedico esses versos saudosos, querido. Ele carregava lindo um par de olhos castanhos E eu me perdi na imensidão deles. Mal sabia eu, que depois desse dia Nunca mais seria a mesma. Tinha cabelos pretos com uma noite sem luar Covinhas nas bochechas evidentes e tão apaixonantes quanto ele. A voz dele me tirava da realidade Foi a mais linda que já ouvi. Era engraçado e um romântico incurável. E porra...ele era a coisa mais linda que os meus olhos já viram. Seu beijo era doce e tinha gosto de cerveja Eu estava no céu, baby. Suas carícias e digitais ficaram marcadas em mim Que não sairiam, nem se eu quisesse. A cada dia a gente ficava mais próximo A cada conversa meu coração ficava quente e eufórico A cada eu te amo eu me apaixonava mais. Você foi a poesia mais linda que não escrevi Não tinha pra onde correr...estava apaixonada. Eu nem sei ao certo em qual momento me apaixonei Mas eu estava em suas mãos E faria sorrindo tudo que ele me pedisse Eu o amei, o amei com todo meu coração Amei sem arrependimentos e sem medo. Amei como nunca ousei amar ninguém Amei e o amaria novamente por mais outras mil vidas. E seria a pessoa mais feliz desse mundo. E ele foi meu mundo. Só sei que diria agora em sussurros no seu ouvido Te amar é gostoso demais, baby. -Só aqui eu entendi, meu coração é corajoso

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Amor

ME AME

Vamos, amor Me ame, Me devore, Encoste tua língua Sobre minha pele E a deslize deixando tuas digitais, Na pele que tanto anseia pelos teus toques Faça eu ir de encontro ao céu e ao inferno Entre em combustão com meu corpo E sinta a explosão de êxtase De cada uma de nossas células. Aaaahhhhh... Teu corpo é pecado É templo de maravilhas Tua boca é meu vício Teu cheiro minha droga. Me ame, amor Só um pouco mais Sem pressa, Duro, Lento. Dê-me doses de loucura, Profundas, Intensas, E longas. E se der, Eternas. Venha, querido Não tenha medo Sinta o meu sabor O mel adocicado Do néctar do pecado O desejo febril Que corrompe minh' alma. Me fode Me devora, Me sinta Só não pise em meu coração, amor Porque o entrego agora. Neste momento Entre os suspiros Gemidos E suor... Apenas me ame, meu amor

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Amor

AMAR, AMAR E AMAR

No amor é assim Há quem te corte em pedaçinhos. Há quem se doa, te pega pela mão E te come por inteira. Há quem molha os pés do teu oceano Há quem se afoga nele. Há quem é estrada Mas há também quem é chegada e destino. E acredite, todos esses tipos Encontramos nessa vida. Há o amor calmo e paciente E há também os avassaladores, febris e urgentes. Há os que te alimentam e te dão de beber. Mas há os que te sugam e te fazem entristecer. Há os que construoem muros Há os que constroem pontes. Há os que chegam de mansinho E há os que não pedem licença e te domina de primeira. Há os amores que te curam Há os amores que te adoecem Cuidado... muito cuidado Ah, meus amigos o amor é uma droga que todos querem provar. Quando ele já percorre tuas veias, tuas artérias e teu coração. Não há o que se fazer. Só delirar, se embriagar...amar. Por isso digo e repito Ame Floresça Renasça E se for preciso Recomece. E sobretudo Coragem, muita coragem!

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Amor

O DELEITE DOS AMANTES

Bocas se beijando, dedos entrelaçando-se. Roupas ao chão, corpos afagando-se, e dançando no comando de um único mestre: o prazer. O respirar ofegante O êxtase da paixão O deleite dos amantes Ao saber que se pertenciam De alguma forma. Libertina, pecaminosa E apaixonante Isso... Isso não podemos negar. Daquela droga todos queriam provar. A lua foi testemunha Em uma noite de verão Do gozo da paixão De uma noite jamais esquecida! Inesquecível, inesquecível. Entre as doses de prazer Amaram-se dois como loucos, Apaixonados Entorpecidos Embriagados Corrompidos -De uma alucinada

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Dias de chuva

A chuva bate à telha Trazendo uma sensação de paz. Os trovões estrondam no céu Como uma dança caótica. Os raios estão inquietos As nuvéns estão em um genuíno desassossego. O cheiro do livro invande minhas narinas O cheiro do café extasia minh' alma. O cheiro da chuva me deixa sonolenta. Mas bem, demasiadamente bem. O som dela é uma terapia A minha estranha existência. Aconchego-me no meu edredom. Sinto-me em casa. Dias de chuva São dias intensos Ora de alegrias, ora de saudades

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UM POEMA PARA LEMBRAR DE NÓS

Como de costume Estou aqui em uma mesa de um barzinho Com as três cadeiras vazias E um copo de algo na minha mão. Que por agora esqueci o nome Ah, o wisque, meu velho e bom companheiro. A minha vida boêmica Está no seu apogeu. Cada delicioso gole do meu wisque É um modo torturante De lembrar-me que você ainda vive em mim. Isso pode soar melancólico Na verdade é, com certeza é Não posso enganar-me, A cólera que arde em meu peito Não me permite esquecer. De você, de eu, de nós Sem gramáticas Apenas verdadeiros e vulneráveis O porquê de nós termos dado tão errado É um dos grandes porquês Que atormentam minha mente. A complexidade de cada uma das nossas intensas E doloridas almas Talvez foi nosso maior empasse Dando como resultado nosso miserável fracasso. Sentada agora no banco Dos nossos melhores encontros. Um sorriso escapa dos meus lábios Tenho certeza que como eu Sempre que vê-lo Vai lembrar da maneira Mais bela da gente... Malditas lágrimas Que insistem em cair sobre a minha face. Tem um gosto salgado e amargo Do mesmo jeito que é tua ausência Seja ela no meu peito, seja ela na minha alma

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DOCES ESTRELAS

Ao pairar meus olhos sobre as estrelas Vejo o quão imenso é o universo a qual pertencemos E o quão tão pequenos somos e parecemos. Tenho por mim Que cada estrela é uma vida Talvez não compreendida, mas é uma vida. Cada uma tem uma história Cada uma tem algo singular Cada uma é extraordinária Cada uma é essencial Talvez sintam-elas amor, ou dor? Talvez sintam elas desassossego, Ou saudade? Quem sabe até um pouco de maldade, Ou até mesmo solidão? Privilegiadas, nunca irão saber a sensação De ter um coração machucado Como uma trivial flor amassada Mas diferente das flores, Um coração pode se reconstruir As flores, essas não. Doces estrelas, serão vocês privilegiadas ou amaldiçoadas?

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JÁ SE AMOU HOJE?

Olho-me no espelho E vejo uma criatura encantadora. Esses cabelos escuros, como uma noite sem luar, Esses olhos castanhos e enigmáticos, Esses lábios carnudos e singelos, Sem sombra de dúvidas, é a oitava maravilha do mundo! Um delírio aos olhos dos mortais Um sonho para os corrompidos E doce pecado para os puritanos, um terrivel pecado. Meus olhos agora caminham Pela extensão de seu corpo magnífico. Seus seios avultados Um pouco caídos, detalhe esse insignificante, Para tamanha arte a qual presencio. Suas pernas não são finas, nem grossas São esplêndidas do jeito que são. Um pouco abaixo de sua cintura Vejo marcas...marcas de poesias São esbranquiçadas. Possuem formato de ondas, e seu corpo seria o mar tenebroso. Finas, lindas e notáveis Vou denominá-las como a décima segunda arte. Nenhuma adjetivação será capaz de a definir Pois, amor próprio é um substantivo E o verdadeiro significado encontra-se dentro dela. E você caro leitor, já se amou hoje?

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VERSOS SAUDOSOS

Passou-se meses, agora anos E a sensação ao ver-te é a mesma. O coração palpita, a mão fica gélida O meu corpo estremece As borboletas fervilham no meu estômago A minha boca fica pálida E com ela vem a vontade Aquela velha vontade, que conheces bem. Você parece aquelas obras renascentistas Peculiares, autênticas e inesquecíveis. Meu bem, se eu bem tivesse o dom da pintura Pintaria você, de forma genuína e graciosa. Mas meu dom, é escrever e te dedico com amor Esses versos saudosos. Será que quando me ver Sentes isso no coração? Ou sou apenas uma mera desconhecida, Que te fez descobrir o amor em um momento da sua vida? Eu creio que não, os seus olhos dizem-me o contrário Eles buscam os meus, como um predador procura sua caça. Será então verdade?

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E VOCÊ, TEM MEDO DE ESPINHOS?

No jardim fico a observar as flores, Os seus tamanhos, cheiros e cores. Tem as rosas, os girassóis, orquídeas Jasmins, margaridas e lindas camélias. Cada uma com sua peculiaridade e beleza. Imaginando simbolicamente uma flor, Diria com convicção que seria o amor. As pétalas seriam as peças basilares para funcionar. O aroma doce, seria os momentos felizes Os espinhos seriam as dores, as profundas cicatrizes. E como o amor, a flor precisa ser regada para florescer E se não for regada, vai murchar e logo, morrer. Para alguns humanos, flores com espinhos são perigosas Mal sabem eles que, essas são as mais graciosas. Literalmente, até com flores, o ser humano tem medo de dores. E no fim, torna-se um humano frívolo e sem amores! Pobre mortal! Viveu uma vida, e não sentiu o que o torna real. E você tem medo de espinhos?

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