O amor é para os corações corajosos
Foi o que me disseram uma vez
Não tinha entendido naquela época
Até eu amar pela primeira vez.
E como todo primeiro amor
O meu foi febril, avassalador
e tão intenso quanto eu.
(Borboletas nasceram no meu estômago)
Nesse período, ainda não escrevia poesia
Ela ainda não tinha despertado
Nem aflorado meus sentidos.
Não te escrevi poemas, nem cartas de amor
Mas hoje te dedico esses versos saudosos, querido.
Ele carregava lindo um par de olhos castanhos
E eu me perdi na imensidão deles.
Mal sabia eu, que depois desse dia
Nunca mais seria a mesma.
Tinha cabelos pretos com uma noite sem luar
Covinhas nas bochechas evidentes e tão apaixonantes quanto ele.
A voz dele me tirava da realidade
Foi a mais linda que já ouvi.
Era engraçado e um romântico incurável.
E porra...ele era a coisa mais linda que os meus olhos já viram.
Seu beijo era doce e tinha gosto de cerveja
Eu estava no céu, baby.
Suas carícias e digitais ficaram marcadas em mim
Que não sairiam, nem se eu quisesse.
A cada dia a gente ficava mais próximo
A cada conversa meu coração ficava quente e eufórico
A cada eu te amo eu me apaixonava mais.
Você foi a poesia mais linda que não escrevi
Não tinha pra onde correr...estava apaixonada.
Eu nem sei ao certo em qual momento me apaixonei
Mas eu estava em suas mãos
E faria sorrindo tudo que ele me pedisse
Eu o amei, o amei com todo meu coração
Amei sem arrependimentos e sem medo.
Amei como nunca ousei amar ninguém
Amei e o amaria novamente por mais outras mil vidas.
E seria a pessoa mais feliz desse mundo.
E ele foi meu mundo.
Só sei que diria agora em sussurros no seu ouvido
Te amar é gostoso demais, baby.
-Só aqui eu entendi, meu coração é corajoso
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Vamos, amor
Me ame,
Me devore,
Encoste tua língua
Sobre minha pele
E a deslize deixando tuas digitais,
Na pele que tanto anseia pelos teus toques
Faça eu ir de encontro ao céu e ao inferno
Entre em combustão com meu corpo
E sinta a explosão de êxtase
De cada uma de nossas células.
Aaaahhhhh...
Teu corpo é pecado
É templo de maravilhas
Tua boca é meu vício
Teu cheiro minha droga.
Me ame, amor
Só um pouco mais
Sem pressa,
Duro,
Lento.
Dê-me doses de loucura,
Profundas,
Intensas,
E longas.
E se der,
Eternas.
Venha, querido
Não tenha medo
Sinta o meu sabor
O mel adocicado
Do néctar do pecado
O desejo febril
Que corrompe minh' alma.
Me fode
Me devora,
Me sinta
Só não pise em meu coração, amor
Porque o entrego agora.
Neste momento
Entre os suspiros
Gemidos
E suor...
Apenas me ame, meu amor
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No amor é assim
Há quem te corte em pedaçinhos.
Há quem se doa, te pega pela mão
E te come por inteira.
Há quem molha os pés do teu oceano
Há quem se afoga nele.
Há quem é estrada
Mas há também quem é chegada e destino.
E acredite, todos esses tipos
Encontramos nessa vida.
Há o amor calmo e paciente
E há também os avassaladores, febris e urgentes.
Há os que te alimentam e te dão de beber.
Mas há os que te sugam e te fazem entristecer.
Há os que construoem muros
Há os que constroem pontes.
Há os que chegam de mansinho
E há os que não pedem licença e te domina de primeira.
Há os amores que te curam
Há os amores que te adoecem
Cuidado... muito cuidado
Ah, meus amigos o amor é uma droga
que todos querem provar.
Quando ele já percorre tuas veias, tuas artérias e teu coração.
Não há o que se fazer.
Só delirar, se embriagar...amar.
Por isso digo e repito
Ame
Floresça
Renasça
E se for preciso
Recomece.
E sobretudo
Coragem, muita coragem!
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Bocas se beijando,
dedos entrelaçando-se.
Roupas ao chão,
corpos afagando-se,
e dançando no comando
de um único mestre: o prazer.
O respirar ofegante
O êxtase da paixão
O deleite dos amantes
Ao saber que se pertenciam
De alguma forma.
Libertina, pecaminosa
E apaixonante
Isso... Isso não podemos negar.
Daquela droga todos queriam provar.
A lua foi testemunha
Em uma noite de verão
Do gozo da paixão
De uma noite jamais esquecida!
Inesquecível, inesquecível.
Entre as doses de prazer
Amaram-se dois como loucos,
Apaixonados
Entorpecidos
Embriagados
Corrompidos
-De uma alucinada
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A chuva bate à telha
Trazendo uma sensação de paz.
Os trovões estrondam no céu
Como uma dança caótica.
Os raios estão inquietos
As nuvéns estão em um genuíno desassossego.
O cheiro do livro invande minhas narinas
O cheiro do café extasia minh' alma.
O cheiro da chuva me deixa sonolenta.
Mas bem, demasiadamente bem.
O som dela é uma terapia
A minha estranha existência.
Aconchego-me no meu edredom.
Sinto-me em casa.
Dias de chuva
São dias intensos
Ora de alegrias, ora de saudades
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Como de costume
Estou aqui em uma mesa de um barzinho
Com as três cadeiras vazias
E um copo de algo na minha mão.
Que por agora esqueci o nome
Ah, o wisque, meu velho e bom companheiro.
A minha vida boêmica
Está no seu apogeu.
Cada delicioso gole do meu wisque
É um modo torturante
De lembrar-me que você ainda vive em mim.
Isso pode soar melancólico
Na verdade é, com certeza é
Não posso enganar-me,
A cólera que arde em meu peito
Não me permite esquecer.
De você, de eu, de nós
Sem gramáticas
Apenas verdadeiros e vulneráveis
O porquê de nós termos dado tão errado
É um dos grandes porquês
Que atormentam minha mente.
A complexidade de cada uma
das nossas intensas
E doloridas almas
Talvez foi nosso maior empasse
Dando como resultado
nosso miserável fracasso.
Sentada agora no banco
Dos nossos melhores encontros.
Um sorriso escapa dos meus lábios
Tenho certeza que como eu
Sempre que vê-lo
Vai lembrar da maneira
Mais bela da gente...
Malditas lágrimas
Que insistem em cair sobre a minha face.
Tem um gosto salgado e amargo
Do mesmo jeito que é tua ausência
Seja ela no meu peito, seja ela na minha alma
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Ao pairar meus olhos sobre as estrelas
Vejo o quão imenso é o universo a qual pertencemos
E o quão tão pequenos somos e parecemos.
Tenho por mim
Que cada estrela é uma vida
Talvez não compreendida, mas é uma vida.
Cada uma tem uma história
Cada uma tem algo singular
Cada uma é extraordinária
Cada uma é essencial
Talvez sintam-elas amor,
ou dor?
Talvez sintam elas desassossego,
Ou saudade?
Quem sabe até um pouco de maldade,
Ou até mesmo solidão?
Privilegiadas,
nunca irão saber a sensação
De ter um coração machucado
Como uma trivial flor amassada
Mas diferente das flores,
Um coração pode se reconstruir
As flores, essas não.
Doces estrelas, serão vocês privilegiadas ou amaldiçoadas?
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Olho-me no espelho
E vejo uma criatura encantadora.
Esses cabelos escuros, como uma noite sem luar,
Esses olhos castanhos e enigmáticos,
Esses lábios carnudos e singelos,
Sem sombra de dúvidas, é a oitava maravilha do mundo!
Um delírio aos olhos dos mortais
Um sonho para os corrompidos
E doce pecado para os puritanos, um terrivel pecado.
Meus olhos agora caminham
Pela extensão de seu corpo magnífico.
Seus seios avultados
Um pouco caídos, detalhe esse insignificante,
Para tamanha arte a qual presencio.
Suas pernas não são finas, nem grossas
São esplêndidas do jeito que são.
Um pouco abaixo de sua cintura
Vejo marcas...marcas de poesias
São esbranquiçadas. Possuem formato de ondas, e seu corpo seria o mar tenebroso.
Finas, lindas e notáveis
Vou denominá-las como a décima segunda arte.
Nenhuma adjetivação será capaz de a definir
Pois, amor próprio é um substantivo
E o verdadeiro significado encontra-se dentro dela.
E você caro leitor, já se amou hoje?
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Passou-se meses, agora anos
E a sensação ao ver-te é a mesma.
O coração palpita, a mão fica gélida
O meu corpo estremece
As borboletas fervilham no meu estômago
A minha boca fica pálida
E com ela vem a vontade
Aquela velha vontade, que conheces bem.
Você parece aquelas obras renascentistas
Peculiares, autênticas e inesquecíveis.
Meu bem, se eu bem tivesse o dom da pintura
Pintaria você, de forma genuína e graciosa.
Mas meu dom, é escrever e te dedico com amor
Esses versos saudosos.
Será que quando me ver
Sentes isso no coração?
Ou sou apenas uma mera desconhecida,
Que te fez descobrir o amor em um momento da sua vida?
Eu creio que não, os seus olhos dizem-me o contrário
Eles buscam os meus, como um predador procura sua caça.
Será então verdade?
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No jardim fico a observar as flores,
Os seus tamanhos, cheiros e cores.
Tem as rosas, os girassóis, orquídeas
Jasmins, margaridas e lindas camélias.
Cada uma com sua peculiaridade e beleza.
Imaginando simbolicamente uma flor,
Diria com convicção que seria o amor.
As pétalas seriam as peças basilares para funcionar.
O aroma doce, seria os momentos felizes
Os espinhos seriam as dores, as profundas cicatrizes.
E como o amor, a flor precisa ser regada para florescer
E se não for regada, vai murchar e logo, morrer.
Para alguns humanos, flores com espinhos são perigosas
Mal sabem eles que, essas são as mais graciosas.
Literalmente, até com flores, o ser humano tem medo de dores.
E no fim, torna-se um humano frívolo e sem amores!
Pobre mortal!
Viveu uma vida, e não sentiu o que o torna real.
E você tem medo de espinhos?
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