Adeus que não se cala
Tem horas em que dói tão desesperadamente, tão calado no mais profundo ser do meu ser, que explode a vontade louca de andar, andar alucinadamente, até que tudo o que restou encontre um nada, onde nada mais existir. Aquela hora em que só queria que a noite fosse apenas a noite e não um todo... nem tudo. É quando aquele nó na garganta tem o papel principal - e protagoniza a diferença entre a vida e a morte emocional, espiritual... por simplesmente impedir que saia tanto (ou tudo)... para que não reste apenas nada. E está tudo bem. Afinal, tudo o que restou a preencher meus vazios... é apenas um indecifrável, inefável e incontornável... vazio.
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