Conto 2
O COLIBRI Tal ave troquilidea rutilante Carrega consigo o dom O domínio enfeitiçante De levar à beleza em perfeito Tom Transmite algo além Tua presença trás sorte Mostra me uma verdade que retém Apontando para mim um norte Teu beijo não é por amor Teu amor não é pela flor A flor não tem calor Mas a beija para findar sua dor Dor que não vem de sentimento Que provém de necessidade Necessidade de alimento Que produz sua força e saciedade Ciclo este duradouro Multiplicando seu mundo de flores Sobre a luz do astro de ouro Voando entre aromas e cores A verdade descarada a risca É tua relação Colibri e flor à vista De uma simples troca sem emoção Ao ver seu vôo Refleti nesse negócio Ao passo que me corrou Me ensine a ser seu sócio Ensina me à voar E ver outros amores Deixando este jasmim passar E fazer o bem a outras flores Ensina me à não se apegar Pela flor beijada Se eu o jasmim provar Outra não será achada Do jeito que o colibri Não enamora a flor Tento cobri Este falso amor Eu colibri Meu amor jasmim Errei ao me abri Pra alguém que não é pra mim Anjo da flora Seja meu anjo da guarda Cuide da minha jasmim agora Enquanto vôo aonde meu coração não arda !
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