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O Boticário

@O_Boticario · desde 2020

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Medico sem cura

Por muito tempo A música foi minha Melhor amiga Parceria de toda hora Nela me perdia E da insossa realidade Desta  Alma minha  corria Sem demora Mas a música não podia Ser tudo que me existia Então permaneci perdido Retido dessa história Cadência sem honraria Passado tempo sem revolta Volta passo Volta vida Volta memória Me mantenho perdido Por que assim A tristeza não me apavora !

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Ser errado ser , eis a afirmação !

Quero viver Pra descobrir o que devo ser Tendo na mente Que posso vir a descansar Sem encontrar este ao morrer Ser inexistente Ser perfeito e inalcançavel Pra alguns Quase deidades onipotentes Me atente Atento aos detalhes  presentes De ser um perdido ser Ser errado ser Que vive na indecisão Ser errado ser Vive a procura de renovação Aceitando esse pesar A cada final ocô Acertando em errar A cada começo  novo De um desconhecido Amanhecer !

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EU FICO !

Amor clareia Amor esclarece Amorteia Amortece Amoreia Amoreira Amor florece Amor laça Amordaça Amor dança Amor passa Amor se lança Amor se caça Amor se ama Amassa Amor se abraça Amor gera Amor gela Amor espera Amor mela Amor não zera Amores de outra era Amorfa Amorfia Amor de orfa Amor sem apatia Amorico Amorreu Amor rico e esticado Amor não plebeu Amorteceu Amor tece O amor venceu Amor desce Amor creia O amor cresce na veia Amor lírico Amorífico Amor e todos os seus hinos Amor , Eu fico O amor é seu !

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A musica da noite !

A melodia no inverso do dia Onde a garoa insistente Persiste em tocar A lona , a túnica , a proa De mais um amar Os sons não vareiam No seu sublime ressoar A poção  de cura ao anoitecer No abrir de olhos lagrimejantes , à  vistoriar  No desafio da escuridão  passiva É  nâo se escurecer Na beleza  das trevas , se perceber Onde a baixa luz tende a se rastejar A cada  hora tudo vem domar No procrastinio da luz , não se endurecer Nas sombras  estáticas O ato de nada Junto aos assobios da força do ar Que em todo canto , jaz Na mente essa idéia atada Que visa envelhecer Acamada e enrolada em cobertores Limando ações Sob lençóis Desviando de dores Sonhando  com pôr-do-sois Todos palpáveis No solo , nunca a sóis Rimando , rimada em canções  Ao mal é  atroz E nessa inteira gama de noções Ele faz disso seu point Na rapsódia  da música da noite !

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Amor seco ou molhado ?

Tempo seco Árido Abrasador Num solo pálido Trincado de calor Dunas que choram Grão de areia no ar Chacais  que oram Encontrar  um ser a se findar Esse foi seu amor Seco , estigante sem pacto Neste âmbito  esmurecedor Eu sou um cacto Fui fundo nisso E me mantive de pé  Mesmo neste compromisso  De um afeto seco , sem fé Mas firme fiquei Tal amor acabei Como um cacto Fui feito pra ter resistência  Manter  minha  resiliência Pra quando a chuva Vir e inunde minha  residência Com um amor que cai como uma  luva Tal cacto , permitirei florescer O sintomas de um novo valor Sem deixar de esconder Os espinhos de um antigo seco amor O tempo passa O clima embassa O dia me lasca A noite me abraça O vento trás  Uma nuvem sagaz Que chorava de modo fugaz Suas lágrimas fez o cacto dar flor E a nuvem assim ali pairou E aquela que se entregava Tal nuvem  delicada Serena , não  se cegava Das minhas  falhas marcadas mesmo assim me regava Felizardo este cacto Por saber que um amor Não  tem que só suportar Mas seu firme ato Com o seco solo e todo labor Fez a nuvem se apaixonar O amor não  tem que ser árido Nem excessivo ou escaldante Tem que ser praticado e vivido sim , revigorante ,hidratante  e  inundante O cacto olhou prós céus a agradecer Por estar a amar e ser amado Pela nuvem que fez seu afeto  aparecer E regozijar de seu amor molhado.

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Olhares sem resposta !

Elas sabem Elas Veem Nos passos lentos No olhar vago As palavras na mente em outra dimensão Elas olham Elas querem de mim Enquanto capturo o ambiente desfocado No enfoque de algo descritivo Num gatilho ativo de idéias pertubantes Elas me encaram Elas me dececam pelos meus segredos Como sabem? Será que  me tornei seu inimigo? Um objeto oco e sem significado Como elas Veem? Como o vazio pode ser tão grande ? Na demora de me deslocar Elas querem a reposta que não  tenho Mas elas querem Elas me vêem E não tenho a solução Em que ponto perdi , no quê ? Em qual lugar me alinho , Onde ? Mesmo sem persistir Mesmo sem entender Elas querem saber ... Elas continuam Ali ..Aqui Lá  .... cá Ca...ca...cadê?  Todas elas me olham Com o olhar me perguntando ...    Por que ?!

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ENERGUMENO DA AMBIÇÃO

Exorcizo meu pavor e saio dessa intercessão Entre verdade e ambição, ao fator , De nem estar a voar ou ter os pés no chão Um dilema ético Outro problema moral Sem ter um senso eclético Numa sociedade tão liberal O dilema de uma existência, É só riquezas ajuntar? Com a felicidade a falência Ou sua essência encontrar ? Procuro no caos a ordem Algo que posso descrever Onde a loucura ea razão se mordem Assim a realidade entender Tal realidade , nos espreme Como fosse fazer óleo Afã que nos consome Pra ter no fim a alma como espólio Um remédio para a alma Um abstratiro inalar Algo que me passe calma A confusão lucida findar Correr atrás da ambição Encarar a verdade Lutar num sonho vão Faça, ganhe e brade. Avidez que nos joga Num copo de algo alcoólico Rotina que nos loga A cada vez mais ser menos lógico. Sede de algo a vir Empanturrado de decepção Decisões que me fazem concluir Mais um energumeno da ambição.

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Conto 1

A Jasmim Perece em mim A solidão eo ardor negativo Por que aparenta a dama jasmim Florindo e perfumando o meu mundo inativo Dama dotada de face reluzente Meio desconfiada De rosto sorridente Rainha das flores Musa aromática Desfila com seus ardores Discretamente apática   Vendo a fiquei ciumento Por achar que ela poderia ser minha Sempre rodeada de pedras e cimento Mas não sei se ando onde você caminha Jasmim , fiquei clichê Em escrever o que penso Em dizer a você O que é denso Intalado e  difícil de falar Que gosto de você, flor Mas a dama não se permitiu conquistar  ou eu que não fui um bom lutador ? Ainda me pergunto Jasmim , gostava de mim ? Ou fui mais um moribundo Apreciador da delicadeza cor de marfim ? No processo a final Ressoa  amiúdemente Palavras tiradas de nenhum canal Lançadas ao papel da mente Palavras sinceras De um jovem mirim Nada de antigas eras Algo tipo assim Por que quero criar um jardim Para você ser meu jasmim Minha flor de beleza sem fim Ser a eterna diva de mim .

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Conto 2

O COLIBRI Tal ave troquilidea rutilante Carrega consigo o dom O domínio  enfeitiçante De levar à beleza  em perfeito Tom Transmite algo além Tua presença trás  sorte Mostra me uma verdade que retém Apontando para mim um norte Teu beijo não  é por amor Teu amor não  é pela flor A flor não  tem calor Mas a beija para findar sua dor Dor que não  vem de sentimento Que provém de necessidade Necessidade de alimento Que produz sua força  e saciedade Ciclo este duradouro Multiplicando seu mundo de flores Sobre a luz do astro de ouro Voando entre aromas e cores A verdade  descarada a risca É  tua relação Colibri e flor à  vista De uma simples troca sem emoção  Ao ver seu vôo Refleti nesse negócio Ao passo que  me corrou Me ensine a ser seu sócio Ensina me à voar E ver outros amores Deixando este jasmim  passar E fazer o bem a outras flores  Ensina me à não  se apegar Pela flor beijada Se eu o jasmim  provar Outra não  será  achada Do jeito que o colibri Não  enamora a flor Tento cobri Este falso amor Eu colibri Meu amor jasmim  Errei ao me abri Pra alguém que não é  pra mim Anjo da flora Seja meu anjo da guarda Cuide da minha jasmim  agora Enquanto  vôo aonde meu coração  não  arda !

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Conto 3 !

Jasmim e Colibri Segue o desfecho De uma declaração Encaminhando palavra no eixo De duas vidas e uma não  completa paixão Um ditado dramaticamente Contado simultaneamente   A jasmim     e    O colibri Inteira           Vazio Minha             Seu     Flor            Colibri  Foi                 É A jasmim         O colibri Floreuceu        Desempenou Germinou          Atrofiou Feliz             amargo      Sadia            Moribundo   Facera                Imundo    Pura             encardido Alegria              mimado A Flor                 o passaro O esqueceu             a cravou      Da mente             No coração E desapareceu         ele nunca                              mais voou   Um amor impossível  Nunca retido Que nada se prometeu Desfeito plausível Um  beijo não tido Uma amizade  que  não se  promoveu Tal passaro, colibri , cansado  quase chega a perecer Experiências de um  carinho  quase laçado Ainda bem que aprendeu a escrever !

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