Andarilho do tempo
De longe um homem De perto um animal feroz Mas próximo se via a alma do menino ferido No olhar as lágrimas do desejo perdido O coração de gelo com lanças farpadas Da boca nao saia palavras Era uma paz caótica e incompreendida Os farrapos que cobriam o corpo se atenuavam no vento Era um homem de longe em seu deserto interno Com grandes chaminés no fundo da alma Nas veias já nao corriam sangue Pes descalços enfrentavam a vida Fitando o horizonte como quem se ver de frente Olhar de falcão sobre o mundo na ótica do acaso. Homem, menino e fera entrelaçados no mistério.
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