Cleiton Ferreira @Notielc_Silva

Profanamente (parte 1)

Em uma tarde corriqueira a empregada se aproxima com algo em mãos. Em uma embalagem prateada, amarrado com um laço de fita vermelha. Dona Corina, o recebeu com um ar de entusiasmo. Não perguntou quem tinha sido o remetente. Se deslocou em sua cadeira de rodas de forma sucinta e independente. Chegou em seu quarto com um ar de menina, trancou a porta- coisa não recomendável pra uma senhora de 77 anos que já não possuira forças nas pernas. E tomada por uma alegria quase infantil, desenrolou o embrulho com uma ansiedade de menina. Ao tirá-lo de uma caixa discreta, sem nenhum nome inscrito. Ela sorria de olhos arregalados, expressão que certamente a muito tempo não esboçara. Abraçou o brinquedo sobre seu peito, com a sutil arrogância de quem o possui. Ao friccionar nos seios, o objeto ligou como se tivesse ganhado vida própria. Se movimentava de forma giratória em seu colo já flácido, ao mesmo tempo que que se tornava aquecido. A um bom tempo Corina não sentia aqueles calafrios. Seus seios ficaram quentes rapidamente sobre o movimento giratório do objeto negro, e veiúdo que na sua base tinha até o escroto. Mais realístico não poderia ser. O tesão havia se reacendido na vida modorrenta da senhora que a muito tempo não sentia satisfação. Ela o esfregava agora sobre seu rosto, passando em seus lábios bestializados pela maciez de um membro perfeito. A coisa se mexia de forma incessante dando ritmo ao modo que a senhora a passava sobre sua carne já perplexa de prazer. De repente, batem na porta: -Dona Corina, cadê a senhora? Sumiu após receber o presente. -A senhora está bem? – Perguntou a empregada já preocupada. Corina responde: -Estou bem, estou deitada. -Está tudo bem minha filha. Porque trancou a porta? -É melhor a manter aberta- enfatizou a empregada.

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