O mundo no Divã
Na praia a tardinha O sol queimando minha pele e trazendo o cheiro de mar Eu ali pensando no que a vida fez de mim E diante de tantas indagações a constatação que isso nao importa A vida é um espaço de tempo que nao mensuramos E diante disto somos parte do mistério Nunca vamos entender a vida quando nao entendemos a nós mesmo Nossos propósitos sao infundados e calculado de uma forma emocional Nada é capaz de abarcar as motivações que nos faz humanos Oque seria a nossa soberana racionalidade? Estaríamos em um jogo de intretenimento dos deuses? Matematicamente somos um grão ao infinito As energias nos governa e por elas experimentamos o tudo e o nada O mais amante da natureza se ver um dia traído pela ausência de propósito A beleza remete a uma harmonia que nos trás o encantamento e o tédio E no linear das entrelias do tempo somos astros que se apagam Choramingamos pela paz para abafar nossa primeira guerra Ato puro Contingência.
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