Ápice
Meu presente é refratário de toda minha nostalgia Oh Deus, quem em tamanha conciencia viveria a penitência do aqui agora? A existência é uma carga sobreposta em mentes iludidas Somos peças de um jogo descomunal e despretensioso do acaso Como se o tempo em sua pujante rebeldia nos selassem em um abismo involuntário. Onde a morte, irmã soberba da vida, nos move na sua infinita indiferença Quem somos além de fragmentos de lembranças esqueciveis? Quem somos perante ao mistério inacessível? O beijo mais frio é dado no corpo que jamais se recompõe E assim fingimos toleramos algo que nem ao menos experimentamos Sobre a pretensão de vencermos nosso espanto.
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