Nora H. @Nora_H
Poesia

aquarela

Como a água no meio do Sertão, Que existiu e logo se desfez . Uma calorosa profundidade; É escondida pela soturna timidez. Muitos que param diante de ti, Elogiam os traços do artista; Intrínsecos nos anéis, nos seus dedos. Aqueles que ouvem de ti, Escutam um sussurro no vento, Discutem a impressão do momento. Dama de outros séculos, Em sua eterna pose gentil. Quem dera a noite fosse tão bela, Quanto o vestido que te cobriu. A boca desejou olhos, O ouvido buscou sentir. A Arte, de si senhora, Ansiou por te servir. Pintora de olhos âmbar, Cujo outono a ti definiu. Quem dera as sombras fossem sinceras, Como a luz que de ti reluziu. "Sol pintando Saturno", óleo sobre tela. -Nora H.

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