Desvalido
Até quando, ó Altíssimo? Deixará os frutos de árvores más; Elevarem seus troncos contra a terra, Afogarem os filhos da água, Misturando madeira, linha e pedra? Permitirá aos soberbos polinizadores; Renegarem o vento, as aves. Desprezarem os insetos, os céus. Para eles espalharem suas sementes como fel? Até quando, ó Altíssimo? O Sol será dominado por eles, Estendido em seus pequenos ramos? O mar será terra para seus pés, Forçosamente da Lua separado, chorando? O vento, que vem e vai, Será preso por seus encantos? Até a chuva, que apenas cai, Tenta escapar de seus espinhos se elevando! Até quando, ó Altíssimo? Terei que ver os grandes animais; Correrem, pularem e sucumbirem? Terei que ver as terras sangrarem; Sempre que muitos deles se unirem? Terei que ver meus frutos serem roubados, Afastados de mim como se fugissem? Terei que ver os frutos da terra tirados, Serem queimados, moldados e se fundirem? Até quando, ó Altíssimo? Eles ficarão satisfeitos; De mais ídolos terem feito? De pescar e caçar e plantar; Até só eles restarem inteiros? Ah, eu sei até quando, ó Altíssimo. Será até o Medo e o Pânico tomarem conta, Será até a Lua estar pronta, Será até minha raiz cansar da afronta, E a deles se tornar tonta. Será até meus frutos explodirem; Como vulcões sem superfície. Será quando minhas folhas caírem, Naqueles que a terra poluírem. Pois o meu tronco irão cortar, Estes que cortam e queimam e matam. O meu solo irão profanar, Aqueles que jamais sangram. Então, o Altíssimo irá vingar; A Criação, o mártir que difamam. Túmulo de Marte, em sua eterna guerra. -Nora H.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.