Morte.
Enfim, me encontro novamente perdido Não me importo muito com o quê tenho passado, com quê tenha sofrido Sinto ódio de minha própria existência Mas não consigo agir com decência A morte é tão atrativa E a vida é repulsiva. Sinto meu ombro pesar E o meu coração se rasgar. Estou me afogando nesse mar Que por ter águas tão densas, é impossível nadar. Já não possuo mais meu barco Que por colidir com as rochas, rachou seu casco. Não consigo fugir do frio da noite A temperatura é meu algoz, e o vento meu açoite. Flutuando, a deriva Quero logo ver o sumir da perspectiva Tamanha ingenuidade me consumiu Tamanha mentira me partiu. O tempo me corroeu O antigo Adam morreu, mas agora quem sou eu? Maldito pseudônimo! Que segue sempre sendo errôneo.
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