Se pode a lua iluminar o caminho, como pode ter ficado tão escura está rua? O virtuoso se desvirtua e a penumbra se perpetua. No aviso da ruína, o silêncio tudo determina, no coração indecente, queima o desejo ardente. No vazio se encontra o medo e no mais completo dia se encontra o receio, recheios já não possuem sabor, o sangue jorra e escorre de forma incolor. Impossível acompanhar a cadência, o fluxo dos acontecimentos embriagantes tornam o homem cego naquilo que era confiante. Solidão perpétua, contínua e retilínea. O sussurro do vento e a malícia do brilho laminar, rasgam o véu da percepção distorcida de um mero homem perdido. Perdido, enganado, trucidado e liquifeito, com efeito rarefeito retificando o antigo conceito, driblando o perfeito e anunciando o defeito. Visão inalcançável, resultado inigualável, feito detestável.
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Não é possível enxergar a saída,
A esperança em outra sala está contida.
O espaço entre a parede e a porta é insondável,
O caminho ondula, claramente, não é estável.
O músculo fibra e os ferros batem,
A corrida tem ritmo, os cachorros correm e latem.
Olhos brilham com raiva, horror e desprezo,
Nada parece doer tanto quanto palavras sem peso.
A bateria está sempre prestes a acabar,
A música alta é para me privar.
Tão quente que minha boca resseca e logo queima,
Maldita, maldita, maldita, maldita que teima.
Minha pele arde, minhas pálpebras estão pesadas,
Odeio suas falas pausadas.
Eu odeio o demônio em minha cabeça,
Sussurrando maldições para que eu não esqueça.
Mau presságio que ronda minha crônica,
Sua permanência é até cômica.
Você não é e nunca será nada,
Assim como eu, está estagnada.
Você é horrível, um lixo, mas somos iguais
Não temos felicidade e nem paz.
Por ser igual a mim, eu te odeio
Não preciso de um espelho.
Por ser igual a mim, não te desejo
Você sabe quem eu realmente almejo.
Não me inclua em suas paranóias,
E não vai adiantar, cesse suas tramóias.
Por favor, desapareça da minha vida.
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Eu saio de madrugada
Só quem tá na rua sabe como a noite é gelada
Olhar de me medo mirado no escuro
Se atravessar o beco correndo tem que tomar cuidado pra não tomar furo
A realidade não é doce como parece
O tem tem família, mas deve, logo ele falece
A cobrança é indiferente, não perdoa ninguém
Nunca achei que ia fazer isso com alguém
Pode correr, mas eu vou te alcançar
Vou ver seus rosto cheio de sangue e lágrimas
Nessas horas não tem um que seja tão rápido
Nessas horas não tem um que seja tão forte
Infelizmente, para mim te achar, acabou sua sorte
Esse serviço corrompe minha alma
O gosto do desespero minha boca salga.
Soco na costela e eu escuto um estalo
Um chute no estômago e ele me perguntou por quê isso eu faço
Não escolhi esse caminho, vou escrever para me aliviar
Só quero voltar para o colo da minha mãe e chorar
Não quero cortar fios
Não quero aparar pontas
Não quero carregar esse peso
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Me levantei para correr novamente e não sei se vou conseguir me opor, força opressiva do retorno me faz reformular meus próprios conceitos de dor. Infelizmente ela foi muito mais rápida que eu, se esgueira fora da minha vista afim de denegrir e roubar o que era meu. Seus passos leves, mãos ligeiras e olhos maliciosos nunca foram meros avisos fora de hora, infelizmente, estou sangrando e só percebi isso agora. Nunca achei que minha queda ou deslize seria devido a falta de atenção, nunca achei que perderia minha visão. Com muito pesar digo que você venceu, mas ainda assim, não vou ser seu.
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Não tenho lugar
Não tenho para onde retornar.
Onde tudo começou?
Quando minha história se iniciou?
Não consigo me localizar no mundo,
Não consigo emergir desse poço imundo.
Eu quero sentir como todos,
Quero poder viver como os outros.
Existe realmente algo que possa ser feito?
Por que as coisas seguem desse jeito?
Tanta raiva desperdiçada
Tanto superficialismo evidencia minha mente despedaçada.
O erro, de onde ele vem?
Por quê nunca quando convém?
Às vezes, gostaria de o negar
Renunciar os pegados que não desejo pagar.
Mesmo que eu perceba, essa ferida lateja
Meu coração sangue fervente goteja
Impossível de estancar tal sangramento
É verdadeiro esse suposto sentimento?
Tantas indagações
Tantas afirmações
Do destino tantas bravatas
Emoções despejam como uma cascata .
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Grandes olhos castanhos,
Belos lábios e cabelos cacheados.
Mentiras e verdades,
Um sentimento que simula um cadeado.
A imensidão de um vasto oceano,
Suas ondas me puxam para o fundo.
Correnteza em forma de corrente,
Águas tão frias quanto quentes.
Energia, inovação e evolução
Inocência, incoerência e devassidão.
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Tá tudo uma merda e eu sigo errando nos mesmos pontos, não gosto de pessoas e muito menos de mim pelo fato de eu invejar todo mundo. Queria ter a mesma merda de problemas bestas como não ter atenção e fazer birra por isso. Caralho, ser um covarde é realmente frustrante porque não tenho coragem nem de pôr um fim nessa existência limitada, desgraçada e irritante. É patético estar escrevendo isso e sei disso, o quê torna tudo ainda mais patético e ridículo. Não tenho como mudar isso porque meus pais eram uns cuzoes e no fundo eu só peguei as piores partes. Que bosta.
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O tempo passa e nada muda
Minha mente continua perdida e confusa.
Independente do quão longe eu almeje ir,
Não posso me esquecer que não contigo partir.
Toda vez as coisas perdem o sentido,
Por que me encontro tão dolorido?
Nada mais consegue me confortar
A cada segundo, sinto que tudo vai acabar.
Já não me sinto atraído por tudo que me movia.
Sexo já não me é atraente
Drogas já não me deixam dormente
O álcool já me deixa sorridente.
Festas são sempre desgastantes,
Mas ficar em silêncio sozinho me levam para o antes.
Pessoas parecem tão rasas
Relações são escassas.
Meu problema não sou meu hábitos
Sou culpado pelos meus atos.
Talvez, eu só queria ser uma pessoa boa,
Mas no final das contas, isso nem bem soa.
Invejo aqueles que são felizes
Quando só consigo acariciar minhas cicatrizes.
Talvez eu só quisesse não ser vazio,
Eu sou lixo e sempre mando tudo pelo ralo, assim como no início.
Queria não ser um egoísta,
O caminho para a felicidade é qual?
Por quê sempre tenho que me afundar num nível sem igual?
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O vai e vem das ondas me encanta
Enquanto sua leveza me desanda.
O sopro suave do mar me ensurdece,
Mas seu doce silêncio me engrandece.
Sou purificado pelas águas salgadas,
Que consigo continuam a levar minhas dores passadas.
Meus braços e pernas estão cansados,
Não sei mais se ainda podem ser utilizados.
Eu me afogando, estou submergindo
Talvez daqui, desse fim, algo acabe surgindo.
Descontrolei e adiantei minha descida,
Coloquei minha em meu peito, na minha ferida.
É impossível nada nesse mar de pecado
Quando eu fujo do meu passado.
Por que você teve de voltar?
Por que outra mulher você não me deixa amar?
Sua insistência é irritante
E assim como esse maldito oceano, sufocante.
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Enfim, me encontro novamente perdido
Não me importo muito com o quê tenho passado, com quê tenha sofrido
Sinto ódio de minha própria existência
Mas não consigo agir com decência
A morte é tão atrativa
E a vida é repulsiva.
Sinto meu ombro pesar
E o meu coração se rasgar.
Estou me afogando nesse mar
Que por ter águas tão densas, é impossível nadar.
Já não possuo mais meu barco
Que por colidir com as rochas, rachou seu casco.
Não consigo fugir do frio da noite
A temperatura é meu algoz, e o vento meu açoite.
Flutuando, a deriva
Quero logo ver o sumir da perspectiva
Tamanha ingenuidade me consumiu
Tamanha mentira me partiu.
O tempo me corroeu
O antigo Adam morreu, mas agora quem sou eu?
Maldito pseudônimo!
Que segue sempre sendo errôneo.
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