Escravo da monotonia
O que maldição se escreve ? Se é este parágrafo novamente As nuances das canetas parecem que já se antecedem São sempre as mesmas lembranças ! Sempre os mesmos amores ! Apesar de que os versos me neguem O rasgo do papel é sempre o mesmo Apesar do que eu entregue. Me revolto como árvore sem fruta Como o vento que raivoso levanta as monótonas telhas O sol que maltrata sobre as nuvens A luz da lua que não aparece entre as estrelas Um poeta que não suporta o peso das próprias escritas E o calendário que me volta a segunda feira. Luminosa a luz dos postes me expõe como um estorvo Queria ver o céu de outra maneira Trazer assim com gosto Uma única ideia me vem a ser diferente E renovo, renovo de novo.
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