Porque me desvencilha-se do olhar?
Virastes contra a minha face
Um presságio tu me colocastes a passos relentos
Sou deixado sozinho como tantos os que o deixou
E vistes em mim espelho que tu não suporta a vislumbrar
Uma lâmpada que não vistes porque fechastes os olhos
Eu sou sujo e tu sabes disso
Todos os seus piores dias e pensamentos
A vergonha e todas as dores
Como poderia esquecer?
Mas tentas calar o incalável
Me deixastes escurecido
Com a inexistência da tua paz
Agora, tempestuoso alívio esse teatro
Para notares minha existência
Entretenho-te nessa dança
Que aos poucos afasto te de quem mais tu amas
Como poderiam amar?
Tu sabes e finge não saber
Tu sofres e finge não sofrer
Mas, não só vivo a fazeres mal
E tu tanto sabe
Tanto quanto a ti
Só desejo ser notado e amado
Um amor que tu preza ser pelo outro e não a si mesmo
Se perde em mim a sombra odiada em teus olhares dispersos
Um silencioso grito a noite
Uma parte sua que tu não admite mas, que escreve os teus versos.
Dk
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A natureza é tão bela e perfeita que o dia que pedi neve , um vento forte e chuva rápida fizeram uma "nevasca" de flores brancas esvoaçarem de uma pitangueira na minha frente. Para alguns aquilo poderia ser Deus, para mim foi a máxima gratidão de estar vivo.
Quem sabe ainda saia poema....
Em derradeiros prados pelos campos
Me sinto
Na realidade algemado volto do encanto
São tardes de garoa fina
Com um amor me sumindo entre barrancos
E assim em vou em falhas
Te dizendo como ainda te amo
Porque tudo não poderia ser diferente ?
Uma vida de sentido em cada escolha ?
Não a dor lancinante que a poucos nos consome
E não esperar pelo fim das coisas poucas
Um jardim com apenas rosas
Um viver sem nossas grandes trouxas
Eu errei
Nunca esquecerei que fiz errado
Que agora esse fardo carregado aos poucos no peito cansado
E nunca será diferente
Deitado, sentimento ainda não resoluto
Eu te disse ?
Me vê pelos olhos
Agora não há nada além de um olhar sujo e pútrefo
Eu apenas te queria
Mas como olharia a mim ?
Como leria esses versos ?
A mim, deixe-me sozinho
Um adeus assim diria
Um céu estrelado assim encerro
Já não mereço tua voz nesse poesia
Já não mereço o teu amor claro e sincero.
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Por que tamanha judiação?
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
O medo cega os nossos sonhos
Entre as nuvens vem surgindo
É menor do que a vida
Só os loucos sabem
Por isso cuidado meu bem
Se hoje eu sou estrela
Pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer
Ah, porque estou tão sozinho?
Quero domir pra não ver
Mas não posso imaginar o que vai ser de mim
Tudo bem um dia vai e o outro vem
Na verdade, eu sou assim
A um objetivo num instante
Será que existe alguma razão?
Procuramos independência
Acreditamos na distância entre nós
Vou negando as aparências
Se não sou o que pensou
Minha terra, meu céu, meu mar
Eu finjo estar tudo bem
Essa verdade nua e crua
Se o sol não aparecer
Por que é que tem que ser assim?
Agora está tão longe
E quando vejo o mar
Agimos certo sem querer.
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Eu já sabia que você não estava lá
Que a lua não iluminava o teu rosto
Minhas mãos estavam tão secas
Enlutavam-se sem as tuas a me guiar
A ver de tantos rostos uma familia de tantas vidas
Mas sem a tua vinda
Sem a tua face sincera congelar os meus pensamentos
Aquela festa foi um tempo que morreu
Me encerra nas batidas daquela
música
Um tempo que me droga
Que não importa se tu é a mais belas das luas
Num silêncio mesmo rodeado de tantas pessoas
Já não sei se mereço tal sentimento que ainda continua
Não sei se te mereço
É tudo tão falso
Que me apego e embebeço
Depois que faz efeito
O teu carinho vira dor pulsante
Me sinto perdido
Numa sentença que me prende na cabeça
Tudo em volta vira uma rua vazia
E uma flor a ti deixo cair sob o chão
Como um noivo deixado sobre o altar
O que me tornei
Me impede de esperar por você.
("No final só sobram folhas")
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Uma singela brisa das tardes que não surgiam às noites
O sol batia forte entre pinheiros
O pesar que não me batia em espinhos de flores
Uma solidão que sentia me acolhido
Nos feixes de sol entre os troncos desse bosque
Sombras e raios de sol criavam fitas alaranjadas sobre o chão
Abria os olhos com medo de fechar
E perder o tom de outono misturado com uma tarde de verão
Descia eu de um pequeno morro
Folhas velhas sobre os pés criavam um contraste entre felicidade e tristeza
As árvores altas me faziam sentir grandiosidade e certeza
(*)De um mundo além de coisas mundanas(*)
Um mundo além de mim
Um sonho
Um sonho sem fim.
(A foto do meu perfil nada mais é do que um símbolo que retrata exatamente esse sonho e
o significado pra mim é de resistência e valor próprio).
(*) referência ao meu próprio poema "Mundo dos sonhos".
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O que maldição se escreve ?
Se é este parágrafo novamente
As nuances das canetas parecem que já se antecedem
São sempre as mesmas lembranças !
Sempre os mesmos amores !
Apesar de que os versos me neguem
O rasgo do papel é sempre o mesmo
Apesar do que eu entregue.
Me revolto como árvore sem fruta
Como o vento que raivoso levanta as monótonas telhas
O sol que maltrata sobre as nuvens
A luz da lua que não aparece entre as estrelas
Um poeta que não suporta o peso das próprias escritas
E o calendário que me volta a segunda feira.
Luminosa a luz dos postes me expõe como um estorvo
Queria ver o céu de outra maneira
Trazer assim com gosto
Uma única ideia me vem a ser diferente
E renovo, renovo de novo.
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Da grama se perdida está sob a chuva
Desmereço e encaro como sério
Porque os pingos são os mesmos ?
O que espero ?
A mente vaga a derrubada de água sobre as folhas
Escorrendo do mesmo rosto apenas impaciência
Ou outra chuva presa que parada sobre as mesas
O fim das estrelas os desaventos de uma vida inteira
A parte que me falta
O resto que desalma parte minha mal amada
Um intrínseco risco desce até a soleira da janela
Ao seu caminho um rosto
Ou tantos outros que não amei ao tempo
Entristece me
Se realmente o destino recompense um caminho tão esguio
Com um novo rosto
Que destino a não amar de novo
Na noite convosco
Me vejo a dançar sozinho
Minha querida,
É, estou escrevendo novamente
Quem sabe até te conheça
Pra contar pra essa gente
Que não só de poemas se sente amor
Que o teu lado do banco ainda frio
É o teu aconchego se peca em mim vazio
Mesmo que teu jeito em parte em mim desagrade
Vívido ainda te quero
Nos teus mais escuros pensamentos
No trem que ainda parte
Assim, te espero.
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Vai embora as cinzas do passado
Como vultos que no olhar me passam
Memórias que serão quebradas
Momentos da vida esquecidos
O tempo passa enquanto escrevo
O tempo passa enquanto eu leio
Cada segundo , cada minuto , cada hora
Eu não consigo nem dizer com toda certeza
Quanto tempo tenho agora
O tempo se esvazia igual minhas veias que algum dia serão paradas
A morte me espera a espreita
Algum dia me puxará para o nada
A morte e o tempo nao esperam
Quem sabe esse seja o verdadeiro mistério
Gasto a minha vida com que acho certo
Só esperando meu último suspiro eterno
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O vento lá fora
Quanto vento lá fora
Será que vai agora
Ou será que não vai embora
O vento lá fora
Que bate em minha porta
É o medo que desconforta
É o vento lá fora
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