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Dk

@NickDiaz · desde 2020

Deixa me levar pelos sentimentos igual a chuva levada pelos ventos.

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A sombra

Porque me desvencilha-se do olhar? Virastes contra a minha face Um presságio tu me colocastes a passos relentos Sou deixado sozinho como tantos os que o deixou E vistes em mim espelho que tu não suporta a vislumbrar Uma lâmpada que não vistes porque fechastes os olhos Eu sou sujo e tu sabes disso Todos os seus piores dias e pensamentos A vergonha e todas as dores Como poderia esquecer? Mas tentas calar o incalável Me deixastes escurecido Com a inexistência da tua paz Agora, tempestuoso alívio esse teatro Para notares minha existência Entretenho-te nessa dança Que aos poucos afasto te de quem mais tu amas Como poderiam amar? Tu sabes e finge não saber Tu sofres e finge não sofrer Mas, não só vivo a fazeres mal E tu tanto sabe Tanto quanto a ti Só desejo ser notado e amado Um amor que tu preza ser pelo outro e não a si mesmo Se perde em mim a sombra odiada em teus olhares dispersos Um silencioso grito a noite Uma parte sua que tu não admite mas, que escreve os teus versos. Dk

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Vida

Natureza

A natureza é tão bela e perfeita que o dia que pedi neve , um vento forte e chuva rápida fizeram uma "nevasca" de flores brancas esvoaçarem de uma pitangueira na minha frente. Para alguns aquilo poderia ser Deus, para mim foi a máxima gratidão de estar vivo. Quem sabe ainda saia poema....

Decisões

Em derradeiros prados pelos campos Me sinto Na realidade algemado volto do encanto São tardes de garoa fina Com um amor me sumindo entre barrancos E assim em vou em falhas Te dizendo como ainda te amo Porque tudo não poderia ser diferente ? Uma vida de sentido em cada escolha ? Não a dor lancinante que a poucos nos consome E não esperar pelo fim das coisas poucas Um jardim com apenas rosas Um viver sem nossas grandes trouxas Eu errei Nunca esquecerei que fiz errado Que agora esse fardo carregado aos poucos no peito cansado E nunca será diferente Deitado, sentimento ainda não resoluto Eu te disse ? Me vê pelos olhos Agora não há nada além de um olhar sujo e pútrefo Eu apenas te queria Mas como olharia a mim ? Como leria esses versos ? A mim, deixe-me sozinho Um adeus assim diria Um céu estrelado assim encerro Já não mereço tua voz nesse poesia Já não mereço o teu amor claro e sincero.

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Mudanças

Por que tamanha judiação? No rosto um desgosto, é um pouco sozinho O medo cega os nossos sonhos Entre as nuvens vem surgindo É menor do que a vida Só os loucos sabem Por isso cuidado meu bem Se hoje eu sou estrela Pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer Ah, porque estou tão sozinho? Quero domir pra não ver Mas não posso imaginar o que vai ser de mim Tudo bem um dia vai e o outro vem Na verdade, eu sou assim A um objetivo num instante Será que existe alguma razão? Procuramos independência Acreditamos na distância entre nós Vou negando as aparências Se não sou o que pensou Minha terra, meu céu, meu mar Eu finjo estar tudo bem Essa verdade nua e crua Se o sol não aparecer Por que é que tem que ser assim? Agora está tão longe E quando vejo o mar Agimos certo sem querer.

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Às vezes, não espero

Eu já sabia que você não estava lá Que a lua não iluminava o teu rosto Minhas mãos estavam tão secas Enlutavam-se sem as tuas a me guiar A ver de tantos rostos uma familia de tantas vidas Mas sem a tua vinda Sem a tua face sincera congelar os meus pensamentos Aquela festa foi um tempo que morreu Me encerra nas batidas daquela música Um tempo que me droga Que não importa se tu é a mais belas das luas Num silêncio mesmo rodeado de tantas pessoas Já não sei se mereço tal sentimento que ainda continua Não sei se te mereço É tudo tão falso Que me apego e embebeço Depois que faz efeito O teu carinho vira dor pulsante Me sinto perdido Numa sentença que me prende na cabeça Tudo em volta vira uma rua vazia E uma flor a ti deixo cair sob o chão Como um noivo deixado sobre o altar O que me tornei Me impede de esperar por você. ("No final só sobram folhas")

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Biografia

Um mundo além de mim

Uma singela brisa das tardes que não surgiam às noites O sol batia forte entre pinheiros O pesar que não me batia em espinhos de flores Uma solidão que sentia me acolhido Nos feixes de sol entre os troncos desse bosque Sombras e raios de sol criavam fitas alaranjadas sobre o chão Abria os olhos com medo de fechar E perder o tom de outono misturado com uma tarde de verão Descia eu de um pequeno morro Folhas velhas sobre os pés criavam um contraste entre felicidade e tristeza As árvores altas me faziam sentir grandiosidade e certeza (*)De um mundo além de coisas mundanas(*) Um mundo além de mim Um sonho Um sonho sem fim. (A foto do meu perfil nada mais é do que um símbolo que retrata exatamente esse sonho e o significado pra mim é de resistência e valor próprio). (*) referência ao meu próprio poema "Mundo dos sonhos".

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Escravo da monotonia

O que maldição se escreve ? Se é este parágrafo novamente As nuances das canetas parecem que já se antecedem São sempre as mesmas lembranças ! Sempre os mesmos amores ! Apesar de que os versos me neguem O rasgo do papel é sempre o mesmo Apesar do que eu entregue. Me revolto como árvore sem fruta Como o vento que raivoso levanta as monótonas telhas O sol que maltrata sobre as nuvens A luz da lua que não aparece entre as estrelas Um poeta que não suporta o peso das próprias escritas E o calendário que me volta a segunda feira. Luminosa a luz dos postes me expõe como um estorvo Queria ver o céu de outra maneira Trazer assim com gosto Uma única ideia me vem a ser diferente E renovo, renovo de novo.

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Amor

Uma espera

Da grama se perdida está sob a chuva Desmereço e encaro como sério Porque os pingos são os mesmos ? O que espero ? A mente vaga a derrubada de água sobre as folhas Escorrendo do mesmo rosto apenas impaciência Ou outra chuva presa que parada sobre as mesas O fim das estrelas os desaventos de uma vida inteira A parte que me falta O resto que desalma parte minha mal amada Um intrínseco risco desce até a soleira da janela Ao seu caminho um rosto Ou tantos outros que não amei ao tempo Entristece me Se realmente o destino recompense um caminho tão esguio Com um novo rosto Que destino a não amar de novo Na noite convosco Me vejo a dançar sozinho Minha querida, É, estou escrevendo novamente Quem sabe até te conheça Pra contar pra essa gente Que não só de poemas se sente amor Que o teu lado do banco ainda frio É o teu aconchego se peca em mim vazio Mesmo que teu jeito em parte em mim desagrade Vívido ainda te quero Nos teus mais escuros pensamentos No trem que ainda parte Assim, te espero.

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Tempo

Vai embora as cinzas do passado Como vultos que no olhar me passam Memórias que serão quebradas Momentos da vida esquecidos O tempo passa enquanto escrevo O tempo passa enquanto eu leio Cada segundo , cada minuto , cada hora Eu não consigo nem dizer com toda certeza Quanto tempo tenho agora O tempo se esvazia igual minhas veias que algum dia serão paradas A morte me espera a espreita Algum dia me puxará para o nada A morte e o tempo nao esperam Quem sabe esse seja o verdadeiro mistério Gasto a minha vida com que acho certo Só esperando meu último suspiro eterno

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Vento

O vento lá fora Quanto vento lá fora Será que vai agora Ou será que não vai embora O vento lá fora Que bate em minha porta É o medo que desconforta É o vento lá fora

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