Retrato
Ontem nasci só Nua e chorosa, fazia do medo Um manto a me agarrar Como o vício que é viver E de viver, se esquecer Da nudez em chorar Uma lágrima Que de testemunha Os ouvidos aquecem É a pele íntima que se veste Por detrás de todo o tecido Uma cúmplice do crescer E a vontade junto cresce De que um dia me desapareça A necessidade de amar Através de outros corpos Pois amanhã morro íntima Como vim ao mundo Sozinha e repleta de mim
POEMICIDA®
Muito bonito e maduro, parabéns Náthy, muito bom te rever por aqui!
Náthy
obrigada!! fiquei uns bons anos sem escrever nada, mas comecei a sentir falta. vou tentar voltar. muito legal ver que você nunca parou.