vulto
Se em momentos de tristeza agitada Que vem das primeiras lembranças no amanhecer —Como se o pensamento clamasse urgência logo no alvorecer— Surgiu-me então o pensamento nela E nela se concentrou longo momento das primeiras horas e permaneceu Bem depois do levantar do sol E do findar da aurora E o pensamento nela segue permanente em minha memória Sempre se criando, sempre se moldando, sempre se transformando seus traços, seu jeito, seus cabelos em que eu imaginava como ondas ondulantes que diante a pedra se rebate e sobre ela se levanta Com seu sorriso longo de momentos raros de primeira lua Imagino ela dançando como um espectro na memória Suas pintas espalhados pelo corpo formavam uma constelação brilhando como estrela sobre a escuridão Ouço som de sua risada ecoando como melodia, que enche de alegria os corações mais restrito Seus olhos que esconde mistério, neste místico momento é etéreo, brilhoso e profundo; de uma profundidade que penetra a alma e tira de lá os segredos mais profundo Seu nome um dia já foi mistério, Mas hoje é vulto; um vulto belo em tempos sombrios imaginava-se como uma borboleta cuja mística silhueta era gravada nas folhas Amarelas de livros velhos. Com saudosas lembranças natawski
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