Ah, Clarêncio. . .
Hoje está um silêncio total
Aqui e lá fora,
Que a hora passa tão rápido,
Que sinto tudo estar muito pálido,
Apático demais
E nada, nada simpático também.
Queria ter a tua visão para agora.
Fazer um breve divisão do bem e do mal,
Ter uma relação do que faz bem
E fazer aquela distração do que faz o mau.
Sei lá, talvez tenha alguma diferença,
Mesmo que na minha crença seja outra.
Sabe, Clarêncio, hoje não estou bem.
Teria alguma possibilidade de ir mais além?
Sabe, alguma forma de combater tudo
E bater em tudo que estivesse na frente.
Acho que talvez resolveria, talvez.
Bom, acredito que tu saberia o que fazer.
Hoje é só mais um dia. . .
Apenas ouvindo uma melodia triste,
Escrevendo mais uma Poesia triste
E o que poderia ter algum sentido,
Aqui estou eu, mentindo para muita gente,
Dizendo que estou bem
E que estou fazendo tudo diferente.
Se um dia isto aqui virar uma música,
Quero que seja o primeiro a escutar
E a desfrutar até do que nunca foi belo,
Para que um dia completamente diferente,
Possa realmente entender o que tanto quis falar.
Já que não estarei mais aqui para explicar.
(MOURA, Adriano)
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Meu Deus, que calor.
Mas neste exato instante, queria saborear
O suor do teu corpo, retirar peça por peça,
Encostar a sua cabeça no travesseiro
E te ter
E te querer por inteiro.
Iria desligar o ventilador,
Para sentir o odor vindo de você,
Com a porta trancada,
A janela fechada,
Você em cima
E eu por baixo, sendo controlado,
Vou sendo amordaçado por tua boca.
Fico no meu mundo imaginário
Reclamando do quão ordinário é a vida,
Pois enquanto fico imaginando,
Ou simplesmente sonhando acordado,
Continuo aguardando aqui
Se algum dia este sonho seja realizado.
Pois é horrível demais continuar gozando
E não estando fazendo isso contigo.
Mas enquanto isso não acontece,
Vou balançando
E dançando conforme o ritmo.
Se dizem que isto é pecado,
Espero que Deus esteja do lado de fora,
Pois no meu quarto e nas minhas imaginações,
É onda as orações se tornam prazerosas
Para cada ato pratico com nossas ações.
Meu Deus, que calor.
(MOURA, Adriano)
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Sonhei que te encontrava
Em algum lugar que eu não recordava,
Mas te abraçava
E te falava do quanto
Eu estava com saudades suas.
Depois acordei no meio da madrugada
E vi que nada existia, chorei em silêncio,
Mas demorei para entender tudo
E percebi que fortalecer algo,
Nos faz esquecer de pensar
Sem se cansar que tudo muda,
Sem querer aceitar.
Agora estou aqui a lembrar
E ao mesmo tempo, a chorar,
Pois ter que decorar essa cena
Vai me inspirar a escrever-te Versos tristes.
Mas não irei enviar estes Versos,
Pois não sei se vais estar
Naquele mesmo lugar.
(MOURA, Adriano)
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Posso acender um cigarro?
Queria entender a cada trago
O que fiz para permanecer esse estrago
Que está a acontecer na minha vida.
Pode me dar uma xícara com café?
Por favor. Acho que perdi a minha Fé
E acredito que Deus já se enjoou
Dos meus apelos, que nem escutou meu grito.
Poderia me dar um abraço apertado?
Estou tão preocupado com o agora,
Tão cansado, que eu acredito em um fim.
Bom, já faz tempo que não rego o jardim.
Já que o cigarro acabou
E o café esfriou,
Talvez seja a última vez que ficarei de pé
E que depois flutuarei sem os batimentos.
(MOURA, Adriano)
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Hoje acordei bem cansado,
Um pouco até desmotivado a sobreviver
E nem um pouco interessado
Em querer conviver,
Ou tentar esclarecer alguma coisa.
Queria um trago do teu cigarro
Só para fazer algum estrago em mim,
Já que há tempos vivo neste afago
E me afogo em um lago cheio de lágrimas,
Mas me torno gago por não pedir ajuda.
E se eu te dissesse adeus neste Poema,
Será que você e Deus me perdoaria?
Só não sei se conseguiria. . .
Talvez conviver com essa situação
E deixar o seu coração triste
E em completa frustração.
No mais, que este Poema seja uma canção
Que se resume em uma Oração,
Fazendo com que cada palavra escrita
Seja dita nos quatro cantos
Que todos os desencantos foram enviados
E que todos os prantos não foram enxugados.
(MOURA, Adriano)
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Hoje sonhei com o teu olhar vindo de cima
Onde avistei estar com os olhos fechados,
Sei lá, acho que é por causa do prazer
E do lazer de estarmos finalmente juntos,
Onde podemos fazer qualquer coisa.
No sonho sentir você derramar em mim
O sabor de um vinho branco, me faz amar,
Ou te amar, mas sinto no seu gritar
Que me pedes para continuar
E não pensar em querer que eu pare.
Estou em um momento de delírio e prazer,
Que mesmo despertando deste sonho,
Sinto seu corpo e seu seu cheiro de lírio
Fazendo isalar o quarto inteiro.
Ah, como queria que fosse real,
Pois tudo acabaria em um beijo e silêncio.
Bom, vou te aguardar então,
Mesmo sem me importar com o horário,
Afinal, o extraordinário será realizar
Em cada detalhe do que sonhei com você.
(MOURA, Adriano)
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É sexta-feira e desejaria muito te tocar,
Colocar você em minha boca, relaxaria
E conquistaria talvez o prazer,
Bom, pode ser que não aconteceria, de fato.
Já são alguns dias que não te vejo,
Não te beijo,
Apenas sinto este desejo.
Eu minto dizendo que não te quero,
Espero que me entendas.
Tenho sonhado muito com você,
Mas tenho tido falta de estar inspirado
Então, me sinto obrigado a desviar
O meu pensar em te querer.
Não poderei ter uma despedida, infelizmente.
Já estou bastante agredida
E falida por conta deste amor viciante.
Se eu tiver uma recaída,
Desta vez não vou ter uma outra saída.
(MOURA, Adriano)
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Hoje estive sonhando acordado,
Imaginando o teu corpo suado
Me deixando todo molhado de prazer,
Permitindo fazer loucuras,
Mas sem aquelas torturas de falar que. . .
O quarto quente,
A mão que passeia no ardente do corpo,
A tua boca se torna um tanto malevolente.
Nada se torna tão sentimentalmente,
Quando a gente chega em outro patamar.
No sofá da sala, ou na cama,
Tu me chama
E me mama.
Clama para não parar,
Mas reclama por ter que chegar lá.
Hoje posso te ter,
Quem sabe até o amanhecer,
Mas prometo que não irei esquecer
Do quanto quis te dizer eu te amo.
(MOURA, Adriano)
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Se eu não tiver tempo para me despedir
Quero lhe pedir desculpas
Por não permitir
E por impedir que derrame suas lágrimas.
Talvez nem seja um adeus,
Meus sentimentos são incompreendidos,
Estão divididos entre a dor e a solidão,
Não existe uma opção,
Ou uma canção que fale sobre amor.
Sei que vindo de ti, entenderás
E me permitirás
Que o meu desejo de estar livre,
Seja o melhor despejo para ir embora.
Então, não ignora o meu querer.
Deixarei tudo,
Pois não levarei nada comigo.
Apenas sentirei saudades,
Mas estarei escrevendo Versos tristes
E comovendo a quem lembrar de mim.
(MOURA, Adriano)
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Por bastante tempo da minha vida
Estive em uma dívida com a vergonha
Foi uma contrapartida para mim,
Afinal, a tristeza é renascida
E todo sorriso teve uma partida tão linda.
Os julgamentos e os dedos apontados
Fizeram sentimentos,
Tive muitos problemas com os medos
E lágrimas inspirados por não conseguir
Mais suportar e os dias tornaram-se arriscados.
Hoje é mais uma manhã que se inicia
E por mais raro que seja, ela me acaricia
E amacia o meu coração.
Deixei de lado a depressão
E a sensação estranha de querer o fim.
Não sei o que pode me esperar no depois,
Então, quero me declarar
E namorar novamente,
Pois morar com a realidade é muito ruim,
Vou acreditar que tudo ficará bem
E que me restará o sonho de te amar todo dia.
(MOURA, Adriano)
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