Quarta feira comum
Era uma quarta-feira qualquer em uma rua comum, desses dias que não ficam para prosperidade, que o tempo esquece de contar. Nem chuva, nem sol forte - apenas o azul morno de um céu que não promete nem ameaça. Olhei para cima como quem folheia um livro sem capítulos: tudo estava acontecendo, mas nada acontecia. E então entendi o milagre anônimo: ser qualquer, em qualquer lugar, aqueles dias que não ficam para prosperidade - e ainda assim sentir que a vida é um presente até no seu dia mais comum. --- Noélia Martinez
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