Mulher - livro - flores
Ela está parada, uma mulher com livro e flores. O livro — pesado de vozes, histórias que sangram nas margens, segredos que dobram as páginas. (Quantas noites ele carrega o fardo de precisar ser uma boa história?) As flores — leves, mas com raízes no útero do mundo. Seu perfume é memória: cheiro de terra molhada, de Gaia abrindo-se para dar luz ao subterrâneo, ao que cresce no escuro antes de romper a superfície. E a mulher? Ela é o eixo quieto entre o peso e o perfume, entre a tinta e o pólen. Parada, mas com raízes Nas palavras escritas e o das flores colhidas.
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