Foto de Nalbert (solitário poeta) (poesia e devaneios)

Nalbert (solitário poeta) (poesia e devaneios)

@NBT · desde 2019

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Amor

Herói

Eu, que sonhava ser teu herói, sonhava em ser teu refúgio, fortaleza e castelo, teu cobertor, teu manto, onde tu, cansada, repousas em meus braços. Eu, um mero sonhador, imaginava ser um grandioso homem em quem pudesses confiar, ser teu lugar seguro contra as maldades do mundo. Antes, meu desejo era conquistar o mundo; hoje, quero apenas ser aquele que tu amas. Mas eu, solitário guerreiro, nobre soldado, cansado de lutar, encontrei repouso na lua, sonhando, um dia, ver tua estrela brilhar para mim.

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Amor

ÚLTIMA TAÇA

Quero beber do teu vinho, saciar meu desejo, matar a minha sede, desvendar teus segredos — segredos que, a cada gota, se dissolvem nos lábios. Quero me inebriar com teu sabor e aroma, deixando de lado o orgulho vencido, me entregando ao teu beijo fermentado. E no respirar, cantando, a cada gole, no meu êxtase mais profundo, encontro paz no teu sabor proibido. Quero-te — não como uma garrafa cheia, mas como minha última taça de vinho.

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Amor

Pequena Menina

Quando confiaste em mim, apossei-me do teu corpo, num ato de soberania sobre um ser lascivo, um corpo a mim confiado. Fui herói, fui senhor, e tu eras minha naquele entardecer. Meus dedos brincavam travessos pelos teus músculos e braços, e em teus seios pequenos. Na noite em que foste minha, teu corpo foi meu paraíso perdido, refúgio de um guerreiro cansado de lutar. Nessa noite em que fui dono do mundo e senhor do universo, pude ser aquele em cujo peito repousaste, sentindo-te segura. Eu, mero homem sonhador, pequeno menino brincalhão, me perdia em tuas curvas, seguia por tuas estradas, explorava tuas montanhas. E naquele breve momento, naquele instante sublime, pude eu tocar-te com o gesto mais sutil, com o ato mais sincero, e adentrar em teu mais profundo ser. Pude eu, naquele instante, naquele único momento, dizer que eras minha, minha pequena menina.

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Amor

AO ACORDAR

Eu pude te ver em meus sonhos. Tomavas forma como o entardecer. Eu pude te ver em meus sonhos, mesmo maravilhado, não podia crer. Eu pude te ver em meus sonhos, e me entreguei como o dia se entrega ao anoitecer. Eras minha, somente minha. Te recolhi em meus braços como quem sobrevive à tempestade. A tormenta havia passado, a vida era somente ali. Eu, como quem deseja, sabia que nunca serias minha se não sonhasse. E pela manhã, quando despertei, desfez-se, então, meu mero desejo, com a triste separação de nossos corpos sonhados.

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Amor

ADMIRAÇÃO SILENCIOSA

Admiro-te por quem tu és: Pelo olhar sincero, Pelo gesto carinhoso, Pelo sorriso que, de alguma forma, Me rouba e me leva até você. Talvez eu não te encante Por ser poeta Mas dedico meus versos a ti Mesmo que pareçam insignificantes Mesmo que não sejam grandiosos Aos teus olhos Talvez eu seja tolo De fugir da realidade E de te desejar Não como alguém que, com sede, Queira saciá-la Mas como um jardineiro Que cultiva uma flor; Mesmo não a possuindo, Mas a rega todos os dias E se contenta Em apenas admirá-la.

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Amor

Guardião do segredo

Toda vez que meus olhos se direcionavam a ti, despertava em mim a vontade de decifrar teu rosto, saber o que queres, o que sonhas, o que desejas. E, depois de achar a resposta, descifrar o teu corpo, adentrar tuas curvas, perder-me em tuas ruas, explorar tua pele macia, descobrir a suavidade dos teus lábios. E assim, sem ser um rei ou um grande explorador, serei o guardião do teu segredo.

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Amor

SOMBRAS DA SOLIDÃO

Lembro-me das noites Em que sonhávamos juntos Dos dias em que pude estar com você Mas essas noites Não passaram De lembranças sonhadas Esse dias Tornaram-se ventos soprados Mas eu sinto-me honrado De um dia ser o teu refúgio e abrigo Alguém que você Confiou o seu tempo E o seu corpo E um dia pude Ter a sensação De ser grandioso Por tela em meus braços Que um dia Pude vive-la, intensamente

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Amizade

NOITE BREVE

Lembro- me daqueles breves momentos Quando estávamos ali na sua porta Aproveitando a noite Jovens em uma vida turva Em um momento de paz A sós com lembranças, sentimento e sonhos Eu, triste pois sabia Que a quele momento Rápido passaria E que deveria aproveitar cada minuto Então por um momento Você se deitou em meu ombro Me senti teu guardião Sua fortaleza e castelo Seu recanto, seu lugar seguro Mas já era tarde Eu triste ali Pois ja era hora de partir Nos abraçamos E olhei dentro de seus olhos Havia vida neles O qual eu contemplavas Te desejei boa noite E agradeci pelo momento Virei as costas Lamentando pelo tempo ter passado Por não poder ficar mais

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Amor

MINHA ESTRELA

Na quela noite Quando eu ainda Contemplava as estrelas Quando a noite era acolhedora Quando a lua brilhava potente Estarei aqui Lembrando a quela noite Quando eu te cativava E tu, eras unica no mundo Quando me acolhia Com um simples carinho Quando foste minha Por um unico momento Eu um mero sonhador Já não sonho mais Já não admiro tanto as estrelas Já não contemplo tanto a lua Deixei tudo isso para viver Ou talvez deixei de viver Mas nesta noite Em um mundo vazio Em um momento solitário Saio para ver Sua estrela brilhar A minha estrela

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Amor

SENTIMENTOS AO HORIZONTE

E eu que a desejei tanto Me apequenei Ao me comparar com que eu não era Olhei com os meus olhos Mas tive outra visão Me tornei vazio Me tornei obsoleto A escuridão veio ao meu encontro O desejo tão grande de tê-la havia sumido O pensamento de que eu Não seria merecedor de teu carinho Não seria eu A quem tu procuraste refúgio Não seria eu A quem tu se entregasse De corpo e de alma Não serei eu Dignigo de amá-la E naquele momento Perdido ao horizonte Os meus sentimentos

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