Eu, que sonhava ser teu herói,
sonhava em ser
teu refúgio, fortaleza e castelo,
teu cobertor, teu manto,
onde tu, cansada,
repousas em meus braços.
Eu, um mero sonhador,
imaginava ser
um grandioso homem
em quem pudesses confiar,
ser teu lugar seguro
contra as maldades do mundo.
Antes, meu desejo era conquistar o mundo;
hoje, quero apenas ser
aquele que tu amas.
Mas eu, solitário guerreiro,
nobre soldado,
cansado de lutar,
encontrei repouso na lua,
sonhando, um dia,
ver tua estrela brilhar para mim.
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Quero beber do teu vinho,
saciar meu desejo,
matar a minha sede,
desvendar teus segredos —
segredos que, a cada gota,
se dissolvem nos lábios.
Quero me inebriar com teu sabor e aroma,
deixando de lado o orgulho vencido,
me entregando
ao teu beijo fermentado.
E no respirar, cantando,
a cada gole,
no meu êxtase mais profundo,
encontro paz
no teu sabor proibido.
Quero-te — não como uma garrafa cheia,
mas como minha última taça de vinho.
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Quando confiaste em mim,
apossei-me do teu corpo,
num ato de soberania
sobre um ser lascivo,
um corpo a mim confiado.
Fui herói, fui senhor,
e tu eras minha naquele entardecer.
Meus dedos brincavam travessos
pelos teus músculos e braços,
e em teus seios pequenos.
Na noite em que foste minha,
teu corpo foi meu paraíso perdido,
refúgio de um guerreiro
cansado de lutar.
Nessa noite em que fui dono do mundo
e senhor do universo,
pude ser aquele
em cujo peito repousaste,
sentindo-te segura.
Eu, mero homem sonhador,
pequeno menino brincalhão,
me perdia em tuas curvas,
seguia por tuas estradas,
explorava tuas montanhas.
E naquele breve momento,
naquele instante sublime,
pude eu tocar-te
com o gesto mais sutil,
com o ato mais sincero,
e adentrar em teu mais profundo ser.
Pude eu, naquele instante,
naquele único momento,
dizer que eras minha,
minha pequena menina.
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Eu pude te ver
em meus sonhos.
Tomavas forma
como o entardecer.
Eu pude te ver
em meus sonhos,
mesmo maravilhado,
não podia crer.
Eu pude te ver
em meus sonhos,
e me entreguei
como o dia se entrega
ao anoitecer.
Eras minha,
somente minha.
Te recolhi em meus braços
como quem sobrevive à tempestade.
A tormenta havia passado,
a vida era somente ali.
Eu, como quem deseja,
sabia que nunca
serias minha
se não sonhasse.
E pela manhã,
quando despertei,
desfez-se, então,
meu mero desejo,
com a triste separação
de nossos corpos sonhados.
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Admiro-te por quem tu és:
Pelo olhar sincero,
Pelo gesto carinhoso,
Pelo sorriso que, de alguma forma,
Me rouba e me leva até você.
Talvez eu não te encante
Por ser poeta
Mas dedico meus versos a ti
Mesmo que pareçam insignificantes
Mesmo que não sejam grandiosos
Aos teus olhos
Talvez eu seja tolo
De fugir da realidade
E de te desejar
Não como alguém que, com sede,
Queira saciá-la
Mas como um jardineiro
Que cultiva uma flor;
Mesmo não a possuindo,
Mas a rega todos os dias
E se contenta
Em apenas admirá-la.
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Toda vez que meus olhos
se direcionavam a ti,
despertava em mim
a vontade de decifrar
teu rosto,
saber o que queres,
o que sonhas,
o que desejas.
E, depois de achar
a resposta,
descifrar o teu corpo,
adentrar tuas curvas,
perder-me em tuas ruas,
explorar tua pele macia,
descobrir a suavidade dos teus lábios.
E assim, sem ser um rei
ou um grande explorador,
serei o guardião
do teu segredo.
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Lembro-me das noites
Em que sonhávamos juntos
Dos dias em que pude estar com você
Mas essas noites
Não passaram
De lembranças sonhadas
Esse dias
Tornaram-se ventos soprados
Mas eu sinto-me honrado
De um dia ser o teu refúgio e abrigo
Alguém que você
Confiou o seu tempo
E o seu corpo
E um dia pude
Ter a sensação
De ser grandioso
Por tela em meus braços
Que um dia
Pude vive-la, intensamente
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Lembro- me daqueles breves momentos
Quando estávamos ali na sua porta
Aproveitando a noite
Jovens em uma vida turva
Em um momento de paz
A sós com lembranças, sentimento e sonhos
Eu, triste pois sabia
Que a quele momento
Rápido passaria
E que deveria aproveitar cada minuto
Então por um momento
Você se deitou em meu ombro
Me senti teu guardião
Sua fortaleza e castelo
Seu recanto, seu lugar seguro
Mas já era tarde
Eu triste ali
Pois ja era hora de partir
Nos abraçamos
E olhei dentro de seus olhos
Havia vida neles
O qual eu contemplavas
Te desejei boa noite
E agradeci pelo momento
Virei as costas
Lamentando pelo tempo ter passado
Por não poder ficar mais
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Na quela noite
Quando eu ainda
Contemplava as estrelas
Quando a noite era acolhedora
Quando a lua brilhava
potente
Estarei aqui
Lembrando a quela noite
Quando eu te cativava
E tu, eras unica no mundo
Quando me acolhia
Com um simples carinho
Quando foste minha
Por um unico momento
Eu um mero sonhador
Já não sonho mais
Já não admiro tanto as estrelas
Já não contemplo tanto a lua
Deixei tudo isso para viver
Ou talvez deixei de viver
Mas nesta noite
Em um mundo vazio
Em um momento solitário
Saio para ver
Sua estrela brilhar
A minha estrela
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E eu que a desejei tanto
Me apequenei
Ao me comparar com que eu não era
Olhei com os meus olhos
Mas tive outra visão
Me tornei vazio
Me tornei obsoleto
A escuridão veio ao meu encontro
O desejo tão grande de tê-la
havia sumido
O pensamento de que eu
Não seria merecedor de teu carinho
Não seria eu
A quem tu procuraste refúgio
Não seria eu
A quem tu se entregasse
De corpo e de alma
Não serei eu
Dignigo de amá-la
E naquele momento
Perdido ao horizonte
Os meus sentimentos
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