Onde tudo acaba. Parte 02
O réu se levantou do banco de concreto e com dificuldade ergueu a cabeça e viu, do lado oposto das barras de aço que o privava da liberdade, o escrivão designado à colher o registro. - De que mundo é você? Seus cabelos são tão vermelhos quanto o sangue que escorre do meu rosto,e porque ele tá flutuando por acaso tem água aí fora?. O réu cuspiu no chão o sangue vermelho vivo que vinha dos cortes profundos em sua boca. - Bem... já entendi, você não pode falar comigo não é? Aquela mulher é muito cautelosa, mas acredite ou não depois de ouvir o que tenho a dizer sobre as atrocidades que cometi para ser livre, talvez você vomite. O escrivão lançou um olhar de indiferença para o rapaz e se voltou para o dispositivo que flutuava em sua frente, a tela ascendeu e um teclado luminoso se abriu na parte inferior, ajeitando a cadeira e se preparou para tecer o texto oficial do detento condenado a pena de morte. - Espero que esses seus dedos pegajoso sejam rápidos o suficiente para acompanhar o que tenho à dizer, eu sei que vocês vão me matar e sei que pretendem me enterrar até pescoço na praça do campo arenoso de frente para o consulado e apedrejar minha cabeça até que eu desfaleça, já vi isso antes- O réu disparou a frase seguida de um risada espontânea - Bem vamos começar!
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.