Onde tudo acaba - parte 01.
Antes de tudo acabar, naquela noite, eu o vi sucumbir de longe, nunca imaginei que pudesse sentir tanto desespero e impotência. O silêncio daquela fatídica noite evidênciava a vida noturna onde as cigarras conduziam uma sinfonia desarmônica, enquanto as Luzes amarelas e piscantes dos vagalumes contrastavam com o brilho da lua cheia e do céu banhado de azul turquesa, um último momento antes de vê-lo partir. Naquela noite eu observei pela última vez o rosto do homem que me salvou, vi pela última os lábios e barba que nem era densa e nem esparsa, fitei os braços e pernas e ouvi a voz e vi aquele sorriso pela última vez, pensei pela última vez que pudesse viver em paz com o homem à quem ensinei o nome das flores, dos planetas e também ensinei as canções, segurei pela última vez a mão forte do homem que me ensinou tudo que eu não sabia sobre destino e futuro.
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