Café preto
Não sei qual tragédia sentir Entre todas as quais Me sinto conectada Num emaranhado emocionado E confuso, apertado. A vida ainda, é selvagem: Sempre seremos, Usufruindo dos compostos da morte Para nos proteger e pertencer A quem tem sorte. Pura ilusão... Deus... Não sei porque sempre repito, Mas Deus não é necessariamente divino, Talvez cada pessoa que colocamos Nessa posição. Eu amo, reajo e luto, Na contramão de uma ilusão De ótica, sinapses, que se perdem E se desesperam Por ver um desejo que desse certo. Que caminhasse tranquilo Numa revolução anárquika, Com o inevitável caos Em liberdade de ser e aprender. Exercício constante do sábio selvagem A quem gostaria de entender. Ainda precisamos sobreviver o tempo todo E "como primatas", ficamos loucos. O erro não é desculpa, é raciocínio, Mas sem amor, não conte comigo.
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