Fios
Lábios ao vento, sussurram desejo. Olhares de lado escondem a carne. Mãos unidas, bocas se encontram, salivas se misturam. O pêssego mordido, quente e vermelho contempla a tua face ardente. Fios alongados deslizam as orelhas, corpos escorregam, úmida cereja. São pedras em faíscas, sentimentos desconhecidos. O prazer adormecido no corpo aflora, cresce, ressurge. Sem saber se vale a pena ser vivido ou reprimido de vez.
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