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MM

@Moaspoemas · desde 2026

Intimidade e intensidade, define o que escrevo.

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Tô aqui

Em um estalo, existi! Sem mais nem menos Me possui… Um corpo novo Novo nome Agora estou aqui! Eterna ação de recomeçar Na esperança de aprender Com os erros e acertos de agora Somando aprendizado de outrora Cada ano, um desafio A mudança do corpo O tempo passando rápido A preguiça e a ansiedade Brincando com a natureza do Ser. Junto conhecimento  Acúmulo de apego  Manias adquiridas  Como cópia de sentimentos. Vivo, e vamos vivendo Julgando e escondendo Somos sal do mesmo mar  Cores do mesmo sol O final é só estar Efêmero é recomeçar.

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Faço que posso

O certo é que derramo Esparramo por tudo Eu peco é por exagero Não vejo limite. Quando sou! Se sou… Sou por inteiro. Digo tudo que penso Demonstro na face Luz como sol Forte, como lua que nasce. Se és como eu Sabes bem como me sinto Na alegria sou o sol do dia Na lama sou o drama Na verdade, não minto! Não meço esforços Para ter o que quero Me entristeço se não for o que espero. Sou de intenção Mas também de ação! Me ame e terás O melhor abraço Me maltrate e terás O melhor desprezo!

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Tempo

A culpa dos transtornos é o tempo. Uns acham que é pouco Outros atrasam por serem lentos Arritmia temporal todos vivemos. Vivemos pelo tempo. Comemoramos anos… Um dia a mais É vida pra quem tá no fim.  Quando nascemos Já começa a contagem. E antes ainda… Não contamos os meses de placenta. Depois vem a memória que se tem. Derramando um tempo histórico Após isso, vem a história, Mostrando o que já foi! Somos seres temporários Vivendo e comendo sempre nos horários.  E quem acha isso ruim? É perdido!  Ou tem seu próprio tempo! Quando o julgamento é sem pressão. O tempo é de viver  No seu… No meu… Tempo bom ou ruim Viveremos o tempo que nos é cabível. Se torne o seu tempo! Não transtorne!

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Simplesmente

E no momento que estou só Vejo as letras de formarem Sentimentos fluem pelos dedos Mais uma vez me coloco Em estrofes disformes Fino traço de paixão Tudo se foca em rima O que não combina Vira ritmo esvaído E nem sempre tenho sido Romântico E nem sempre tenho sido Semântico Deveras sou um artigo  Definido por muitos E nunca por mim Sempre mutante Nunca distante Estonteante Quase ninguem lê Quase ninguém entende Se você leu Com certeza já me conheceu!

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Assovio de vida

Entre as linhas me disfarço. O nada se transforma Corro letras em um espaço. Leitura cursiva ou de forma Métricas aceitas ou disformes Aceito pelo meio Mais pra lá  Do que pra cá No equilíbrio De ter ou aceitá Vivo de instantes, Não pretendo ser Troféus em estantes Julgo quando sou capaz. Deveras vivo! Nem sempre em paz! Sou arquétipo do meio Em equilíbrio ou não Vivo em diapasão  Afinando a metade que sou!

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Tanto. Quanto!

Em segundos de pensamentos não quero mais ser real, gostaria de ser palavras sem pedestal Queria viajar no vento como folha no outono a cair  Desbravar a chuva quando eu terra lama se formar  Tudo isso ainda é real, talvez não em minha forma de ver.  Quero ser exclamação de poeta louco chorando sem querer Quero a brisa molhada das palavras das crianças com suas brincadeiras intermináveis Morar em uma casa de João de barro sem janelas e armários  Sair assoviando orquestras em feira de artesanatos. Voltar em mim e não me conhecer como certo no tempo.  Perder as estribeiras e sair ralando minha pele nos portões. Sentir que estou vivo só por ouvir os barulhos dos trovões. Dançar vazio como música eletrônica, sentir sutil como reflexo de marimbondos em pequenos espelhos espalhados e quebrados em um lixão. Por ser sim ou por ser não Quero o talvez como ignição. Viver em paz com a guerra e me felicitar com a morte.  Pois em segundos sabemos que estamos e no outro será que saberemos que deixamos?  Viver é a arte de não saber e ter que entender o quanto não sabemos e nem somos coisa nenhuma.

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Sanidade

Novo

É tempo de novos desafios Sentir o céu sem precisar voar As estrelas sem poder enxergar Embarcar sem estar em rios Esse momento já chegou É presente esse agora Melhor esquecer o que ficou Assim a mágoa vai embora Viver um novo momento Com novas pessoas queridas Com novos sentimentos Em uma, temos muitas vidas Chega de reclamações Ter novas intenções O melhor é poder recomeçar Um caminho novo a traçar.

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Auto-estima

O novo

O novo está acontecendo, O planeta não para de girar. Tudo se move, e ainda é agora, Momento de concretizar. Parece que era pra ser, Estamos no momento certo. Tudo brilha e cresce, A positividade acontece! Brilhos nos olhos, Sorrisos abertos, Às vezes, gargalhadas Se transformam em lágrimas. A felicidade que era momentânea, Às vezes, de tão instantânea, Dura horas a fio Novelos de sentimentos bons. É hora de agradecer Pelo tempo que passou, Pelo agora que melhorou, Pelo futuro que está pra acontecer! Um ciclo, Uma vida. Passa ano, vem novo ano, A idade é a ferramenta do tempo, E eu sou eterno…em pensamentos!

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Vida que segue

E minha vida segue Todos os dias a respirar O pulmão consegue A mente é meu lar Frustração persegue Um outro dia Mais um lugar Coração entregue Sempre a palpitar E sou sempre assim Se faz chuva, sou raio Se faz sol, sou praia Se é noite, sou lua Um constante contínuo Esperança persegue Acreditando em tudo Mesmo sabendo Que nem tudo é real O que vale é intenção Ser feliz sem razão Amar sem porquê Sorrir com tesão.

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Tudo

Tudo é perecível Diversas maneiras de se encontrar Variadas formas de buscar Ligados na superfície da matéria Profundidade se torna etérea Contemplação pós moderna Com ideias barrocas Geralmente ocas Estritamente externas Nunca se quis tanto, ter. Ter amor Ter poder Ter que vencer Essa guerra pelo saber Sabe-se de tudo um pouco É quase que um jogo De informação incompleta Variável, mente correta Nesse lance infalível Ganha o mais incrível Nunca se torna invencível Tudo ainda é perecível

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