Putrefa Poesia
De meus poemas, não espere nada Não espere pelo belo Pelo bom, pelo maravilhoso Não encontrará nada vivo aqui Entre essas linhas Relato meus encontros Me deparo com o mórbido Que transborda dentro de mim Escrevo aqui meu suicídio Descrevo toda a minha história Do começo de minha queda Ao encontro com o chão Então quando ler o que escrevi Tenha em mente que morri E todas essas palavras São de um fantasma a me assombrar Quando o passado se faz presente E não me lembro de quem sou Só me resta deitar e morrer E renascer de novo, de novo, de novo... E faço do meu apodrecer poesia A arte de sobreviver ao acaso A existência do talvez Ou o preparo para o nunca
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