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Miss Corpse

@MissCorpse · desde 2025

Só consigo viver através da poesia

5 poemas 1 seguidor 3 seguindo

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Vida

Viver

Por que digo que morri Se estou bem aqui? Desaparecendo Uma alma penada De carne, osso, pele E de sentidos Não estou morta, não Ainda não Estou é muito viva Talvez seja isso O viver me mata

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Frases

Ser

"Só se acabarão Todos os meus problemas Quando eu me contentar Em ser só mais um poema"

Maturidade

Raízes

O vazio se encerra Não se preenche, só se ignora A espera de que vá embora Não voltarás a aparecer Muito se sente, pouco se pensa Tudo que é fraco, se consome Ao tempo resiste, o vento me diz Que infeliz, agonizando, morre Deste muro, o despercebido A luz do dia, se faz de cego Foge da tua vontade Grita ao voluntário sufoco As raízes, tudo retorna Cortesia do passado Brota do chão, pobre e rachado Infértil infeliz perturba a superfície Arranca por completo Se molha e se cuida Nasça de novo, doce desgraça Comece novamente tua jornada Nem tudo se renova Mas muito se pode mudar A água escorrida surge Que não caia outra vez

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Vida

Paraíso Carnal

Quando tua moralidade Se deparar com seu paraíso Desejará ter sofrido no inferno Mas as asas que criara Só voam para cima E em suas leves penas Os mais pesados crimes Subirão contigo seus pecados Numa escada abençoada Até se dar conta Reinará com o ódio O mesmo que seus antepassados Utilizaram para punir E sentiram em seu sofrer Correndo em suas veias, ambos Inocente e acusado Vítima e culpado Dualidade de carne Como uma arma instável Que começa e termina guerras Teu Combustível é viver Teu gatilho é humano Por trás do caos, se houve O culpado nunca mencionado Lacrado em espírito e alma E Ele Sussurra... "Faça"...

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Morte

Putrefa Poesia

De meus poemas, não espere nada Não espere pelo belo Pelo bom, pelo maravilhoso Não encontrará nada vivo aqui Entre essas linhas Relato meus encontros Me deparo com o mórbido Que transborda dentro de mim Escrevo aqui meu suicídio Descrevo toda a minha história Do começo de minha queda Ao encontro com o chão Então quando ler o que escrevi Tenha em mente que morri E todas essas palavras São de um fantasma a me assombrar Quando o passado se faz presente E não me lembro de quem sou Só me resta deitar e morrer E renascer de novo, de novo, de novo... E faço do meu apodrecer poesia A arte de sobreviver ao acaso A existência do talvez Ou o preparo para o nunca

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