Sem ar
Se as palavras pudessem ao menos descrever Com exatidão o turbilhão dentro do meu ser, Aliviaria um pouco se conseguisse decifrar O que sinto, que por vezes, quer me matar. Tais sentimentos são como golpes fatais Que como artifícios fazem jogos mentais E são grandes mestres na "arte de sufocar" De forma fácil, me atacam bem na jugular. Medo? Alegria? Agonia? O que? Vai, me diz, agora, o que é você! Veio sorrateiro. Interesseiro! E tomou lugar dentro de mim Já chega, tem que ter fim. De fato, não sei que palavra usar Mas estás a me deixar sem ar Está bem, eu vou me apresentar Do verbo sufocar. Prazer, sufoco!
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