Se as palavras pudessem ao menos descrever
Com exatidão o turbilhão dentro do meu ser,
Aliviaria um pouco se conseguisse decifrar
O que sinto, que por vezes, quer me matar.
Tais sentimentos são como golpes fatais
Que como artifícios fazem jogos mentais
E são grandes mestres na "arte de sufocar"
De forma fácil, me atacam bem na jugular.
Medo? Alegria? Agonia? O que?
Vai, me diz, agora, o que é você!
Veio sorrateiro.
Interesseiro!
E tomou lugar dentro de mim
Já chega, tem que ter fim.
De fato, não sei que palavra usar
Mas estás a me deixar sem ar
Está bem, eu vou me apresentar
Do verbo sufocar.
Prazer, sufoco!
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Reclama de mim,
Reclama do meu cabelo
Mas nunca da essência,
Pois é ela, a bendita,
Que me faz ser eu.
Diga, mas não pode negar,
Que foi por essa essência,
Mesmo com as falhas,
Que o teu belo eu,
Se apaixonou pelo o meu.
Diz o que quiseres
Até que argumento por demais
Mas nunca que não tento
Pois é o tentar
Que me faz ficar.
Vai, diz tudo o que achar
Que sonho acordada,
Mas nunca que deixei de lutar,
Pois é o lutar
Que me faz alcançar.
Vai, me crítica,
Diz até que enrolo o acordar,
Mas nunca que não me dedico,
Pois é a dedicação
Que me faz melhorar.
Vai, fala o teu pensar,
Diz até que sou brava
Mas nunca que não sei escolher,
Pois é por escolha,
Que decido amar você
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Naquela vez a emoção veio,
Hoje, a culpa se alastra,
Devido, ao imposto freio
Que em meu peito se afaga.
Retive em mim, elas |emoções|
Para que não viesse a lhe incomodar,
Ademais, as tais retaliações
Estão me fazendo mudar.
Continue a cortar
E veja que fruto dará!
O "nós", logo se apagará,
O que o desinteresse causará?
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É, eu não sei por onde anda você,
Nem sei mais quais são as suas dificuldades
Pode até parece um pouco clichê,
Mas eu era PhD nas suas boas e más qualidades
Porém, hoje, eu não sei por onde anda você
Não sei se ainda prolonga o acordar
Eu não sei nada, mas estou a mercê
Será que tem botão para voltar?
Então, por onde anda você?
Aviso: Eu já não sou quem conheceu
Antes que pergunte o porquê
Eu mudei, o meu eu, amadureceu
Por onde anda você?
Você era confortável para mim
A gente ia e voltava quando queria
Mas estou melhor assim
Por onde anda você?
Eu estou bem aonde deveria estar.
Procura romance? Quer o passado reprisar?
Perdoe, mas a gente não vai mais voltar!
Por onde anda você?
Nós não nos conhecemos mais
Pode parecer tolice
Mas isso já foi longe demais
Por onde anda você?
Eu respondo: Estou aqui.
Você se foi, eu cresci.
Já chega! Fim!
Nada contra ti,
Acredite em mim,
Você não me fez mal,
Eu me importo com você afinal
Por onde anda você?
Não me pergunte mais isso,
Você não merece!
Esse hábito é doloso.
Por onde anda você?
Não faço mais parte da sua vida
A gente já não se conhece
E tudo bem, apenas viva.
(Isso não muda o fato de que você já foi importante algum dia)
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Minha primeira queda
Foi sem avisos,
Sem paraquedas
E sem desvios!
Quando vi, havia caído
E mesmo não permitindo,
Não freei,
Me apaixonei.
Meio sem sentido,
Pois, quando acordei
Ele havia partido.
Será que sonhei?
Me machuquei.
E nesse acidente
Sozinha capotei
Parecia doente.
Doente,
Não presente,
Pois assim que me ouviu
Fugiu.
O acidente não foi na Av. Paulista
Muito menos na Av. Brasil.
Melhore a vista, te dou uma pista.
Não é literal, você me fez mal.
Me defraudou
Disse me amar
Mas brincou
E disse não gostar.
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Onde caminhas tu agora?
Outrora caminhou ao meu lado
Onde caminhas nessa hora?
Estarás perdido pois eis avoado
Ou porque te quis deixar enjaulado?
Onde caminhas tu agora, me diz?
Rescreverei nossa história, 'to' com o giz
Onde caminhas tu? Vou sem demora.
Se ouvisse o teu ressoar,
Mas você não estava mais a aguentar
"Que saiu para tomar um ar"
E fugiu, foi embora.
Prender, culpar, sufocar
Vi muito tarde que isso não era amar
E hoje torço para que seja um pássaro a voar
Espero que a tua "fuga"
Eternize você e o teu cantar.
Pois eu era louca e achava amar
Mas eu não amava nem você e nem a mim
Eu ia destruir você e eu assim
Mas pensar em matar
É tudo, menos gostar.
Era adolescente.
Não fiz, mas me enojo até hoje
Atualmente não sei como se sente
Mas te rogo: me perdoe!
Por onde andas não importa mais
O que importa é que fugiu de mim
E vivo ficou, cantou e se libertou.
E naquele dia não foi mais um jaz.
Me assusto com esse pensamento
Amor não é dor.
Amar não é violento
Aprendi, naquele ato o pavor
De ser tóxica e foi um horror.
PS:Isso não é baseado em mim e nem em ninguém que eu conheça.
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Mãe, o mundo lá fora vai mau
E eu não posso sequer dizer um "ai"
Sem me dizerem que tenho que aguentar, pois isso é o normal.
Eu tenho medo, mas tenho que crescer,
Mas o mundo parece querer me fazer decrescer,
Mas eu tenho que continuar.
Foi isso que você me ensinou:
A lutar e me fortalecer, crescer, ser e viver,
E além disso, correr atrás e agradecer.
Eu não quero ir para não voltar
Eu quero ir, para te dizer:
Eu consegui, viu?
Eu cresci.
Tenho medo,
Medo de fracassar,
Medo de te decepcionar
Medo...de não conseguir.
Medo de não ser para você,
tudo que você é pra mim.
Diga que posso crescer,
Mas ainda posso correr para ti
Quando tudo dificultar,
Pois o teu abraço:
É o meu porto e o meu cais,
De onde quero partir e aonde quero atracar.
Diga que mesmo eu sendo adulta,
Ainda posso correr para rede
Para te ver me balançar e me cuidar.
Diga que mesmo sem crise,
Eu tenho o teu colo para ficar,
Pois mesmo crescendo,
Às vezes, quero que teu cuidado se reprise.
Diga que mesmo crescendo,
Tua menininha sou e sempre vou ser.
Tipo quando corria chorando ao te ver ir trabalhar, pois, tinha medo de sem ti ficar.
Ou tipo aquela que só dormia agarrada com você,
Pois só você a promovia paz e a fazia dormir como um bebê.
Quero crescer, não para fugir ou partir
Quero crescer, pois preciso
E quero ver você se orgulhar de mim.
Do meu jeito, eu amo você.
E sei que eu não seria eu,
sem ter você em mim.
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Já não sou o eu de cinco anos atrás
E nem o de ontem.
Esse é o meu eu agora
E amanhã? Só Deus sabe.
Posso nem existir...
E o que fiz?
Só reclamei, não vivi
E não soube
Que hoje sou tão eu e tão meu
como nunca mais vou ser.
E o dever?
Ser!
Viver!
Agradecer.
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Já não quero palavras ditas sem razão,
Pois já não aguento tanta mentira e ilusão.
Eu não quero e não quero não!
Preciso de amor e emoção.
Cansei de frases 'meia boca',
Como aquele eu te amo,
sem paixão.
Como aquele "se cuida",
querendo me mandar para Plutão.
E como aquele "vai com Deus",
que no fundo é vai com cão.
Preciso de verdade,
De sinceridade.
Não é loucura e nem coisa da idade.
É a tal da empatia e da reciprocidade.
Isso é caráter.
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A vida parece uma novela
Assim como diz o ditado
Ela não passa em toda tela.
Mas também tem muitos atos.
Atos assistidos ou contados,
Outros presenciados.
Novela a gente escolhe se vai ou não ver
Na vida, não tem escolha, a gente tem de viver
Na novela, o escritor escolhe o ator.
Na vida, eu escrevo com risco de dor.
Personagem é montado
E na vida a gente que se vire, abestado.
Ator vive a vida tendo de passar em teste
Na vida, a gente que é testado sem nem ir ao teste.
Mas ô vida boa, que a cada ato
Mostra que a gente não tá aqui a toa
E que ela não é só oba-oba
Mas não esnoba
Que você não tem ela toda.
Mesmo nela existe início, meio e final.
Ainda sim, ela é original.
Cada um tem a sua.
Vem cá, você vive ou apenas atua?
Que personagem será você no fim da vida
O mocinho ou vilão, afinal?
Esperto é ator que de tanto amar a vida
Interpreta mais de uma.
Mas e você, ama viver ou se esconder.
Diz, no fim, quem você vai ser?
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