A dor silênciosa
O amor partiu, e a porta se fechou, Deixando a cicatriz no peito nu. Em cada canto, a ausência que ficou, É o espelho embaçado do que fui. O tempo arrasta as horas sem pudor, E a lágrima desce, ardente e fria. Restou apenas o espectro da flor, Que murchou sob a mais triste melancolia. Coração em pedaços, eco na memória, Aprendendo a viver com a metade que sobrou. Mas a esperança, fina e provisória, Sussurra que o amanhã ainda não findou.
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