Um riso que brota sem razão,
Luz cálida que aquece o coração.
Felicidade é o vento a sussurrar,
Segredos simples que fazem sonhar.É o brilho suave no
olhar do dia,
A paz que chega sem alarde ou via.
No instante presente, no gesto sincero,
Um mundo inteiro num sonho vero.Felicidade é o
som do agora,
Que ninguém esquece e ninguém demora.
É estar inteiro, leve e em festa,
Na alma onde a esperança floresça.
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O amor partiu, e a porta se fechou,
Deixando a cicatriz no peito nu.
Em cada canto, a ausência que ficou,
É o espelho embaçado do que fui.
O tempo arrasta as horas sem pudor,
E a lágrima desce, ardente e fria.
Restou apenas o espectro da flor,
Que murchou sob a mais triste melancolia.
Coração em pedaços, eco na memória,
Aprendendo a viver com a metade que sobrou.
Mas a esperança, fina e provisória,
Sussurra que o amanhã ainda não findou.
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O quarto é um mar sem cor,
as paredes respiram devagar.
Sinto o peso de um mundo
que insiste em me afundar.
Sorrisos viram máscaras,
abraços, lembranças frias.
As vozes que me confortavam
hoje são só melodias vazias.
Há dias em que o sol nasce,
mas não me encontra lá.
Minha alma se esconde, ferida,
num canto que ninguém quer olhar.
Dizem: “vai passar, confia”.
Mas o tempo, cruel, não me ouve.
E cada hora é mais fria,
cada lágrima, mais nova e rouca.
Queria gritar pra alguém,
mas a voz morre na solidão.
O mal que me habita é invisível,
mas pesa como um milhão.
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Te encontro nos silêncios calmos,
no vento que toca os meus cabelos,
no perfume que paira no ar
e na lembrança dos teus beijos.
Tua presença é chama que aquece,
mesmo longe, é abrigo e ternura.
Meu coração te reconhece
na mais sutil das loucuras.
Te amar é poesia sem fim,
verso que o tempo não apaga.
És começo, meio e enfim,
a rima mais doce da minha jornada.
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Busco sentido, não direção,
na dúvida, nasce a reflexão.
Talvez viver seja aceitar
que o significado é o próprio caminhar.
Promessas ao vento, beijos vazios,
abraços gelados, caminhos frios.
Dizia “te amo” sem sentir calor,
era só teatro, não era amor.
Um peso sem nome,
um nó no pensar,
sorriso que mente,
vontade de parar.
O mundo em ruído,
por dentro, silêncio.
Um grito contido,
um sofrer tão denso.
Mas mesmo na sombra,
a esperança resiste
um fio de luz
ainda persiste
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Chão sem cor,
alma vazia.
Sorriso some,
some a alegria.
Humanidade é chama e frio,
é abrigo e desafio.
Constrói pontes, cria dor,
mas também semeia amor.
Erra, aprende, cai, levanta,
nunca cessa, sempre encanta.
No caos, busca a verdade:
esse é o dom da humanidade.
Amor que acalma,
que nunca exige,
fica na alma,
mesmo que finge.
É simples, inteiro,
não pede além.
Amor verdadeiro
só quer fazer bem.
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