Amoreu
Deixa-me falar para mim mesmo Deixa-me escutar-me a mim mesmo Deixa-me ao menos abraçar-me De ti, eu me desconecto Me perco Sei que te pertenço, ego, mas, por favor, Dê-me pelo menos Um minuto de silêncio Para que, cronometradamente, eu me refaço, e me reconceituo Nesse minuto não mais me fugirei Não mais me odeiarei Não mais me esquecerei, Não mais me interpretarei Apenas ficarei em silêncio Sem medo, Apenas estranhando as minhas memórias a orgulharem-se de serem independente mostrando-me os meus feitos dos mais baixos aos mais altos, enquanto solto emoções quer de alegria, quer de tristeza Parecia que o tempo não existia Ia para o passado e voltava, aqui, no agora e, nesse agora, sinto uma inergia, uma vibração que me fazia chorar, Sorrir. Senti um amor inexplicável Que, espontaneamente, fez-me dar um abraço a mim mesmo de profunda paixonite Enquanto o tempo se dissolvia Fazendo-me voltar ao ego obrigando-me a vestir a roupa de professor, amigo e marido E então eu, em desespero, procuro, utópicamente, nessas vestes, compreender o vazio existencial!
Nilza Poetisa
Vc tem poesias muito lindas.👏👏👏👏
Miguel_Amoreu
Obrigado🙏🏼