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Miguel de Souza

@MglSz · desde 2020

Autor de dois livros: POEMAIS e maximínimas - sonetos sobre aforismos.

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A SOLIDÃO DA MINHA DOR

Se aproxima mais uma vez a data, em que os enamorados festejam! Se amam, se abraçam, loucos se beijam qual quem estava de um amor à cata. E eu continuo tão só, chutando lata, enquanto todos, seus amores almejam! Sou daqueles que muitos apedrejam por ser, talvez, "persona non grata." Perdoai este poeta sem a musa! Tomara que este texto me conduza aos braços "calientes" de um amor. Enquanto não, traçando meu caminho, vou curtindo o destino de, sozinho, provar da solidão da minha dor! Miguel de Souza

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POSTAL

Visto-me de luz. Luz tênue, nesse rosto frágil-denso; que ao escuro, está propenso, fadado à inércia contínue. Sagro-me ao esmalte alvo: – postal físico do homem. Na face lúgubre de ontem, não hoje... deveras salvo! Dispo-me desse olhar-siso, ingaio apesar de tudo! E, pra tristeza, estou mudo. Antes do dístico, friso! Mas este semblante acre, da melancolia, abre o lacre. Miguel de Souza

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aparas

no giro do fio, a morte do verde. eu miro a stihl pro corte! e hei-de... e firo com brio, má sorte! e a sede... retiro o frio do porte e sei de tudo isso de cor. miguel de souza

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MOTE & GLOSA

Eu já vi muito gênio sem estudo e, também, imbecis com doutorado. Adalberto Amorim Por que será que um rude jardineiro, depois do seu labor cotidiano; dia a dia, mês a mês, ano a ano, não pode, neste solo brasileiro, em letras garrafais, neste letreiro, escrever um poema inspirado, sem passar pelo preconceito irado daqueles que acham que já sabem tudo! Eu já vi muito gênio sem estudo e, também, imbecis com doutorado. Miguel de Souza

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HAICAI

Para Miguel de Souza Perfume das flores suor e mãos calejadas ofício do jardineiro. De: Rayder Coelho In: Nem te Conto dos meus Poemas P: 81

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HERÓI

Numa manhã de domingo acostumada às vitórias, escreveu numa curva negra, a lauda desta história! Trazia no bojo, o arrojo! Não era cena. Era Senna! E numa curva: Tamburello, tomba o nosso herói de verde e amarelo. Mas como dói! Miguel de Souza

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ACRÓSTICO

Riso parco na face, Olhos belos no rosto, Moreno lindo na tez... Ela surge, sem disfarce, No palco da sua vida! Inteligente e querida. Assim que Deus a fez! Miguel de Souza

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caldeirada

na palma do prato – igarapé diminuto – nadam cebolas de cheiro ou não e, de bubuia, sob o caldo raso o peixe teso pro deguste do caboco queda-se ao sabor da caldeirada. miguel de souza

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