Sonho, Memória, Desejo
A leve sensação de frio Tocava a minha pele... Ao som de Gnossienne E paisagens tão desoladas, Algo preenchia o meu ser, Como o paradoxo do tempo. De dentro das abstrações, Dos sentidos, da nostalgia, De sentimentos esquecidos Ou incapazes de existirem, Eu senti o suave e misterioso Ato de existir... Apenas existir. A linguagem fugiu de mim, Mostrou-me algo magnífico, Que é como habitar o etéreo E tocar nas mãos do tempo, Da realidade, dos sonhos, Das fantasias e da existência... Hoje não consigo conservar As memórias do que ocorreu, Nem distinguir se era memória, Sonho, desejo ou algum delírio, Mas em algum canto profundo, Entre as linhas que compõem Todos os momentos da vida, Isso desperta uma nostalgia Que é quase melancólica demais Para representar algo tão sublime. Max Tuvache
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