Tua ilusão é tão insignificante
A tua facécia, tão brilhante facécia Deu-me o histriônico sentimento Pois provinha de ti a essência Do seu venéfico e tão sublime alento A tua tez brilhava na insigne luz A penumbra não existia em teu lar O teu canto panegírico me conduz Qual ébrio no mundo que está a vagar Ao atenuar a respeito de sua pessoa Fizeram-me qual um louco nas ruas Pois protestavam qual uma esposa E diziam que eu era louco por ter as mãos nuas Sem provas do seu caráter picaresco O seu confrade não me deixa mentir O teu ser é um ser tão grotesco A ponto de burlar o teu próprio porvir Como pode uma mulher ser tão cruel? Sem assim ter receio de seu próprio viver Como pode maltratar-me, oh mulher infiel A ponto de me tirar à vontade até de comer O teu ser altipensante dar-te o caminho Tal qual um ser que vive da pantomima Mesmo assim, na ilusão eu quero o teu carinho Na venusta ilusão da alma minha.
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