"Quando eu não tenho água para fazer o meu café, eu uso as minhas lágrimas e quando não tenho o pó do café, eu uso o que restou de mim e se não tenho o fogo para esquenta-lo, então eu uso as minhas experiências ou provas de fogo que obtive no decorrer da vida para fazê-lo. Na verdade, no final eu me tornei a própria máquina de sobrevivência".
Ass: Mateus Macedo.
Eu sou o guardião da luz e do poder
Quem se atreveria ir adiante de mim?
Os guerreiros têm muito medo de descer
Porém, eu irei ao inferno até o fim
Não levarei espadas nem escudos
Pois sou um mensageiro da paz
Podem avisar até ao terceiro mundo
Que minha vingança será eficaz
Chegando perto da ponte do saber
Os soldados esperavam atrás de mim
E para demonstrar a força do meu ser
Eu gritei: Quem terá coragem de ir?
Mas ninguém ousou em me responder
Ouve um silêncio em meio a multidão
Sou um oráculo pronto para vencer
Não luto com a alma, mas sim com o coração
Quando pisei na ponte do abismo do inferno
Um grande demônio me apareceu
Com um chicote em chamas no relento
Mas foi aí que o meu cajado resplanceu
A vida me mostrou que posso atravessar
Sem medo algum eu posso partir
Pode ser que a ponte venha desabar
Porém, eu já vejo a luz do meu porvir
Quem tem coragem vence o mal
Desci ao inferno e venci os grilhões
Guerreiros são poucos, afinal
São únicos em meio as grandes multidões
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"A vida se inicia nos primeiros passos de um bebê e desanda nos primeiros goles da solidão."
Ass: Mateus Macedo.
"O ser humano é um ser errante, porém cabe a ele decidir se o erro pode ser tido como desculpa ou escolha para uma mudança de vida."
Ass: Mateus Macedo.
"Como esquecer daquilo que você fez? Sendo que tudo está gravado em sua mente... Basta você saber em qual gaveta está na sua memória".
Ass: Mateus Macedo.
"Se tu não lê o resto do livro, então como tu saberás do seu futuro se tu não faz conforme o hoje?"
Ass: Mateus Macedo.
Quase me perdi nas areias dos tempos
Percorri sem direção nas teias da minha mente
Pude ver nos céus todos os meus movimentos
Era um espelho que dizia a verdade, nunca mente
Trancado na cela dos meus pensamentos
Descobri que a saída era em direção a morte
Com alguns cigarros que acalmavam os meus tormentos
E várias armas brancas que desafiavam a minha sorte
Trancado em um cativeiro de metáforas
É nessa hora que a espada fere o poeta
O poema torna-se veneno em suas palavras
Que põe o escritor na mesma e única cela
O escritor sempre voltará para noite escura
Qual um filho pródigo aprendendo novamente
As areias do tempo engolem até a sua postura
Colocando à prova o que ele pensa ou escreve
Meu primeiro poema começou por uma metáfora
E a metáfora me persegue qual um filho seu
Tome cuidado no que você diz aqui ou lá fora
Pois as suas palavras irão prestar contas no que você escreveu
Um dia o seu poema irá te colocar entre a cruz e a espada
Tome cuidado ou os fantasmas das tuas palavras irão requerer a verdade
Não adianta, eles já tomaram conta da sua estrada
Agora enfrente eles com a sua força e sua seriedade
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A tua facécia, tão brilhante facécia
Deu-me o histriônico sentimento
Pois provinha de ti a essência
Do seu venéfico e tão sublime alento
A tua tez brilhava na insigne luz
A penumbra não existia em teu lar
O teu canto panegírico me conduz
Qual ébrio no mundo que está a vagar
Ao atenuar a respeito de sua pessoa
Fizeram-me qual um louco nas ruas
Pois protestavam qual uma esposa
E diziam que eu era louco por ter as mãos nuas
Sem provas do seu caráter picaresco
O seu confrade não me deixa mentir
O teu ser é um ser tão grotesco
A ponto de burlar o teu próprio porvir
Como pode uma mulher ser tão cruel?
Sem assim ter receio de seu próprio viver
Como pode maltratar-me, oh mulher infiel
A ponto de me tirar à vontade até de comer
O teu ser altipensante dar-te o caminho
Tal qual um ser que vive da pantomima
Mesmo assim, na ilusão eu quero o teu carinho
Na venusta ilusão da alma minha.
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Cheguei no final da caminhada e nada achei
Parece que não valeu a pena correr demais
Com um cigarro aceso eu olho o que conquistei
No final eu percebo que não encontrei a paz
Tantos caminhos, tantas escolhas diferentes
Meu Deus, quantas escolhas eu posso tomar
Quantas mortes, quantas vidas carentes
Tudo eu vi nessa lida quando estive a vagar
De repente eu me deparo e vejo trilhões de caminhos
Meu Deus, qual deles eu tenho que seguir?
As montanhas me chamam dizendo isso e aquilo
Meu Deus, qual desses vai fazer florir o meu porvir?
E parado na beira da estrada eu olho para os céus
Ah, ali está aquela que ilumina o meu coração
Ela vem até mim despida do seu puro véu
E então começa a me dar clareza em meio a escuridão
Ninguém bate com a cara no muro quando se tem um alvo
Não importa qual seja, você só tem que acreditar
Tendo essa força, então tu consegues vencer bem calmo
Basta olhar o alvo e com fé e força o conquistar
O caminho eu encontrei na clareza do luar
Nada melhor que vencer o mal olhando esse espetáculo
Ela é a bússola que ilumina e guia o meu caminhar
Nela encontrei sentido, o que eu quero, encontrei o meu alvo.
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Não existe volta nessa nossa caminhada
O caminho do dia já se findou à muito
As luzes que vemos na estrada iluminada
É apenas resquícios do nosso fruto
A ceifa findou-se em cada passo à frente
E agora a escuridão tomou parte do chão
O que temos é apenas as estrelas reluzentes
Que não nos deixam viver aqui sem razão
Olhando pra trás vemos a escuridão do passado
E aos poucos alguns vestígios nos tocam
Na divisa da nossa força e do nosso cansaço
São feridas que não nos deixam, mas nos sufocam
Mas a magia de ainda lutar pela nossa vida
É onde nos mantém convictos de uma luz
Na divisa entre as densas trevas e da luz do dia
É a batalha que nos faz guerreiros e nos conduz
Falo sobre a metade dos nossos momentos
Metade das vivências inacabadas na vida
O passado e o presente estão na balança dos tempos
Tudo está sendo contado, o escape ou o beco sem saída
Não há como voltar, pois o passado virou escuridão
E o que mantém o nosso futuro aceso é a nossa perseverança
Um dia a vida te perguntará: O que vale mais, a sua mente ou o seu coração?
Viver envergonhado ou tomar a atitude de vingança?
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