Apuque @MateusApuk

Galgado, fim de mim

Eu te ouço, Mas não posso te levar de regra, Sua limitada justificativa, É tão distante do mundo real. Te ouço mas não me caduco, Vejo as marcas mas não me preocupo, Instalo mil placas, Do Rio a Pernambuco Instalo um alarme, Em cada desvio teu, Amarro com arame, Cada tentáculo desumano. Infame, duro, descascado Mole por dentro igual um mingal Casca comprada, paga e refeita, Marca dourada, Capricha o sujeito Não sabe de nada e se acha perfeito. Cabeça inclinada, Sobre o corpo estreito, Muralha ruil Sentimento fluil Não sou sua estrada, Tampouco sou rio, Tampouco morada, Tampouco vazio. Sua cara é forçada, Teu sonhar é hostiu, Não quer construir nada, Mas abocanha o que viu. Eu não sou mente plasma, Eu não sou alma febril, Sou atento, afeto, sou calma, Sou afago no frio Esqueça a cor da geada, Esqueça o amargo gentil, Pense na cor da goiaba, Dos girassois sóis e o fim

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