Luna @MaryYelps

Carta aberta, a ela

Como eu posso saber Qual a direção certa a se tomar agora? Nenhuma decisão parece levar Para o final perfeito que eu queria. Talvez eu exija muita perfeição De quem me acompanha Quero moral intacta, atitudes esplêndidas Um exemplo que eu queira seguir Um respeito que eu queira nutrir Por um personagem fictício. Ele não existe. As pessoas são imperfeitas. Todas elas... E todas elas me machucam. Ferem o meu espírito fraco, que sempre precisa de aprovação. As críticas sempre soam como aquela vez Que em um dia qualquer do ensino fundamental Uma professora me xingou na sala. Eu estava incomodando porque estava me divertindo. Eu não estava seguindo as regras. Naquela vez eu fiz o que sempre faço. Mantenho meu semblante normal, Concentro minha atenção no nada, Seguro as lágrimas, e aguento a garganta ardida, Quando na verdade eu queria um colo. Como poderia eu, aquela aluna tão exemplar Ser xingada pela professora? Ela não gostava de mim? Ela me odiava? Talvez na verdade ela nem pensou nisso Apenas mandou calar a boca quem diabos estava conversando enquanto ela dava aula. Seja quem quer que fosse... Mas pra mim aquilo destroçou meu corpo e eu fingi que nem senti nada. Sempre quando alguém não gosta ou critica algo que eu faço Eu volto pro mesmo canto da tristeza. O canto da criança que queria agradar, mas não queria deixar de ser ela mesma. Sempre quis fazer as coisas do meu jeito. As vezes eu deixo de me aperfeiçoar por isso, mas não aceito quando me mandam melhorar. Apenas quando eu quero fazer isso por conta própria. Não quero que as pessoas me diminuam Quero que as pessoas me reconheçam Mas muitas vezes isso não acontece. Eu sou muito cabisbaixa, não me dou credibilidade E não acho que possa trabalhar com nada. Alheio a tudo isso, ou por vezes completamente conectado, há o sentimento ruim que fica sempre quando saio com um grupo de pessoas. [...] ----CONTINUA EM OUTRO POST. aqui há limite de caracteres----

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