Vestida de branco
Você, você... Vestindo sua regatinha branca Formada de formas perfeitas Não deixa meus olhos descansarem Ah, sua suavidade é enfeitiçante Todas as cores são convidativas São doces, belas e inocentes Você tocou levemente Seu fino cabelo esvoaçante Com seu sorriso a espreita Procurando meu olhar apaixonado Eu tímida, recuei Com medo de me sentir drogada E então te implorar por mais e mais. Você, você... Me cativou, primeiro sem querer E agora testa as possibilidades Como quem não tem nada a perder Hoje eu estou nas nuvens Analisando as loucuras que poderia cometer Sua delicada regatinha branca Me condenou... Eu quero te tocar Como quem toca uma obra de arte Não resistindo a tentação da curiosidade Eu quero te amassar Como uma doida de amor Tendo um ataque por extrema fofura Não sei como me sentirei depois Sei que não conseguiria tentar Então faça o primeiro movimento Esse é o maior momento propício Um cômodo vazio é reconfortante Sem ninguém pra bisbilhotar. Me beije fortemente E deixe minha boca úmida Com a memória do seu batom Com cheiro de balinha Me deixe diferente Do que me encontrou hoje Me ajude a quebrar essas amarras Que sempre me deixaram aprisionada Me dê um sabor do paraíso Faça desse o nosso mistério Apenas nós, unindo o material ao etéreo Em uma dança eterna... Minhas mãos marcarão teu desenho Minha mente não te tirará da vitrine Seu calor vai curar minha apatia E fazer meu corpo vibrar de alegria Os anjos devem trabalhar duro Pra poder te servir, e ter um pouco de sua luz Nos seus jardins, você é a maior, a melhor A mais próxima de um milagre puro E caminha livremente Em meio a essa confusa alma imperfeita Dona de um magro corpo sedento Por sua sedutora redenção Então eu lhe permito Faça o que quiser comigo. Se eu for digna de amor recíproco Eu repito: Me beije fortemente Recoste sua regatinha branca em mim Com ternura eu te abraçarei Até que esqueçamos das boas maneiras. [...]
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