Não Me Chame. Eu Irei.
A poesia é a obra de arte do poeta. E como água pra alma sedenta, ela a ele se apresenta, tal qual inspiração a um grande pintor. Sem prévio aviso, é o mais organizado improviso, a mais bela canção. É o brotar da emoção, sem repetição, exclusiva interpretação. Túnica única. Devoção Picasso pintava duas obras iguais? Certamente que não. A poesia sabe, e a ela cabe dizer, bem assim, o como e o quando de seu início e de seu fim. Dela vem o veredito, quer pintado, quer escrito. E eu sou só seu, seu súdito, instrumento do seu teor Se eu, artista, a chamar, ela perguntará quem eu penso que sou. É minha dona, minha loucura, a dita criatura que domina o criador
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