Maré
Tu não me tens, mas sabe que sou sua. Como a lua pertencente ao mar, Como os que choram desejando não amar. Teus olhos são como uma luz, onde ao me olhar, faz o mar parado do meu coração se agitar. Eu sou tua. Ah eternidade do meu amor que carrego por ti. Se você soubesse, talvez evitaria até olhar pra mim. O vento que deveria ser o meu amigo, faz uma presse contigo. Ele sopra nos teus ouvidos, dizendo algumas coisas que não tive capacidade de falar. Amar-te é como olhar uma luz no fundo da minha maré, parada, escura, fechada. É essa maldita luz que me leva até você, porém, me mostra que essa luz jamais será meu... Mas eu sou teu. Quando tu abris-te tua boca, começando a cantar melodia. O barulho cessou dentro de mim, As vozes se calaram por ti, Me fazendo inteiramente refém a ti. Observando tudo em ti. Sou atento a cada verso dê ti. Sou refém da sua boca, Sou refém do seu sorriso, Seu olhar me toca, me fazendo desejar, a não parar de te querer e pertencer a ti.
Roberto Paixão
um versar apaixonante!