Flavia Malek @Malek
Amor

Coração de poeta

Uma dose, só uma dose  Uma dose de tequila  Digam ao meu amor  Que a virtude se afogou.   De tão imperfeita  Tornou-se rabugenta  É a voz que grita  É a paz que não chega E grita a carne grita  Traga a morte, estou aflita  E minha a alma se agita, súplica, "Ha de sobreviver, resista."  Meus dedos calejados de poeta Que cansados de escrever  Adiam o tempo de um julgamento  Que ainda ei de merecer  Por usar as palavras a meu bel prazer  Por inventa-las sem medo de morrer  Em textos sujos que ditam meu viver  Realidades que nunca ei de conhecer.  Protesto! Não escreverei este final.  Contarei ao mundo que o venci,  E pra quem acreditar em si,  Desejo uma vida excepcional.  Que banal, devo protestar de novo...  Meu eu já se perdeu em tantas lacunas  Misturando-se no meio do povo  Subjugando-me em formas profanas.  E assim redijo meu final  Aqui jaz um poeta amador  Que sua vida a mentira entregou  E a todo seu tempo disperdisou.  F. S. MALEK

Comentários · 1

  1. 4 cavaleiro do apocalipse

    a quanto tempo ... quer conversar ?