Coração de poeta
Uma dose, só uma dose Uma dose de tequila Digam ao meu amor Que a virtude se afogou. De tão imperfeita Tornou-se rabugenta É a voz que grita É a paz que não chega E grita a carne grita Traga a morte, estou aflita E minha a alma se agita, súplica, "Ha de sobreviver, resista." Meus dedos calejados de poeta Que cansados de escrever Adiam o tempo de um julgamento Que ainda ei de merecer Por usar as palavras a meu bel prazer Por inventa-las sem medo de morrer Em textos sujos que ditam meu viver Realidades que nunca ei de conhecer. Protesto! Não escreverei este final. Contarei ao mundo que o venci, E pra quem acreditar em si, Desejo uma vida excepcional. Que banal, devo protestar de novo... Meu eu já se perdeu em tantas lacunas Misturando-se no meio do povo Subjugando-me em formas profanas. E assim redijo meu final Aqui jaz um poeta amador Que sua vida a mentira entregou E a todo seu tempo disperdisou. F. S. MALEK
4 cavaleiro do apocalipse
a quanto tempo ... quer conversar ?