domingo não tem sílaba tônica
Subiu pela coluna o meu frio na espinha Me estremeceu inteira Fiquei sem um pingo de base Chorei na (farinha?) No meu domingo acabado O meu coração sofrendo Meu amor desmontado Se acabou sem remendo E sem nada pra salvar No meu domingo cansado O dia pra viver À noite pra tentar Você sabe bem o quê Não, não me orgulho De me sentir assim, tão burra Tão dependente de outra pra me garantir Com vontade de viver Nos seus presentes sem embrulho Eu mesma enfeitava a caixa Pra te encaixar na minha história Continuei o meu delírio Nos seus sinais O meu colírio Pra tudo parecer mais brilhante Mais significativo Mais apaixonante Mas você nunca me amou E acho que nunca te amei também Eu amava a sensação De ter alguém pra amar
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