Tenho tentado amargamente
Descobrir o real significado
Da palavra amar.
Mas falho miseravelmente
Todas as vezes.
Talvez seja porque o amor seja
Muito mais do que palavras,
Sentidas, os sentimentos
Reprimidos.
O amor é sem graça como
A segunda-feira,
Melancólico como as nuvens do céu,
Cego como as estrelas.
Por que devemos deixar ir aquilo
Que queremos que fique?
E por que ficamos se queremos
Ir?
Chamamos isso de amor? Ou
Chamamos de fidelidade?
De contrato ou castidade?
O amor é confuso porque
As pessoas são confusas.
O amor, para mim, é amargo,
Porque quem ama sente,
E quem deseja se apaixona.
Não pela intimidade,
Mas pela personalidade.
Não pela qualidade, mas
Pela aparência, ou,
Melhor, pela carência
Do ato de amar.
Beijamos sem pensar
Ou pensamos para beijar?
Se o amor fosse algo bom,
Talvez não existissem tantos
Solteiros e ex pelo mundo.
Talvez o que falte no mundo
Seja amor e seus sinônimos.
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Tempo, maldito tempo!
Que me retira os melhores
momentos.
Que nos faz viver como
se o relógio nunca parasse
para apreciar
o tempo.
O tempo é feito de momentos,
e os seres humanos
são feitos de sentimentos,
fragmentados
em vários momentos.
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Eu queria que os pais brasileiros
protegessem seus filhos
da depressão e da ansiedade
com a mesma fúria
com que defendem políticos
que nem sabem que eles existem.
“Ofereça o pão de cada dia ao seu cachorro e veja-o acomodar-se numa gaiola, domesticado pela dependência emocional.
Ei, primeira-dama,
quantas empregadas
você já atirou pela janela?
Quantas delas, no Brasil,
já não viraram matéria?
Cuidado, sinhá,
para que seu marido
não venha uma negra
a conquistar.
Para que um filho bastardo,
excluído e mutilado pela vida,
não venha um dia
a se levantar.
Quantos sapatinhos de cristal
foram apagados
por sapatos de madeira?
Quantos deles
nunca foram descobertos,
perdidos em uma feira?
Quantos restos de ossos...
A princesa de Wakanda
já engoliu com medo
de seu marido
apontar-lhe um fuzil.
Despiu-se durante a noite,
pois a única forma de amor
que ainda lhe serviu.
Quantos filhos já guerrearam
contra seu próprio pai,
por uma morte encomendada
de uma mulher
que não hoje não volta mais?
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Beberei vinho com a Morte
Beberei vinho com a morte
enquanto lhe dedico
a Sinfonia de Beethoven.
Sinto o aroma da vida
em seu pescoço,
enquanto meu braço
desliza sobre o calor
ofegante de seu corpo.
Oh, quão bela és tu!
E que sorte a minha
poder tocar em seus
cabelos negros e cacheados.
Tocar e beijar os seus lábios,
sentir a embriaguez surgindo
lentamente, enquanto meu corpo
se enche de êxtase.
Por um segundo, seus gemidos
viram uma canção de amor
em pleno campo de batalha.
E o seu beijo era o que eu queria
receber quando eu voltasse
para casa.
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Se permita amar um pouco...
Nem que esse pouco seja por horas...
Pois a hora é agora
de você amar alguém
que não sejam seus pais,
avós ou familiares.
Se permita desfrutar
de novos ares,
de viajar e ser feliz,
de conhecer e viver.
Pois poesia de verdade
é viver.
E o poeta,
um dia,
tem que amadurecer...
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Se amor é amar, então não quero me apaixonar.
Pois apaixonar me faz renunciar àquilo que amo.
Mas, se amo, não posso renunciar.
Pois a renúncia leva tempo, e tempo eu não posso levar.
Mas levar leva algo, e algo eu não quero amar.
Pois amar é dor, e a dor eu não quero alcançar.
Nem que para isso eu tenha que deixar de amar..
Para no fim me apaixonar...
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Quanto vale a sua saúde?
Isso você só descobre
Quando você adoecer !
Quanto vale a sua presença?
Isso as pessoas só descobrem
Na sua ausência.
Quanto vale uma vida.
Isso nunca saberemos.
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Pai, eis aqui teu filho,
que hoje deita em verdes pastos
no solo que um dia jurou defender.
No frio da batalha chamei
por minha mãe,
para proteger-me do calor
do fogo inimigo.
E a ti, Rainha das Armas,
eterna guardiã dos infantes,
teu silêncio nos acompanha na marcha.
Por teus filhos que morrem
como mártires,
cruelmente,
na linha de frente.
Mostremos que a glória
de um país é construída
pelo sacrifício
de jovens
que se denominam
infantes.
Pois somos jovens infantes;
e entre o fogo e o adeus,
mais pesa em nosso peito
despedir-nos de nossas mães
do que enfrentar o inimigo.
E tu, Rainha das Armas,
que nos envias e nos recolhes,
és testemunha do nosso passo firme.
Nós somos estes infantes,
cujos peitos amantes
jamais temem lutar;
vivemos;
morremos;
para ao Brasil nos consagrar!
Mostremos nossa pátria
seguir adiante;
mostremos que um filho seu
jamais foge da luta.
E por ti
daria a vida minha;
e tu, Rainha das Armas,
recebes nosso destino.
Na glória merecida,
nos braços de nossas mães.
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